terça-feira, 11 de agosto de 2026

Agosto Lilás: Defensoria leva para Juazeiro do Norte ação especial pelos 20 anos da Lei Maria da Penha


Depois de atender 159 mulheres em Fortaleza, a Defensoria Pública do Estado do Ceará leva ao Cariri a edição especial do projeto Defensoria em Movimento em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha, Lei nº 11.340/2006. Nos dias 13 e 14 de agosto, o caminhão da Defensoria estará em Juazeiro do Norte, ampliando o acesso à orientação jurídica e aos serviços de proteção de direitos das mulheres.


Os atendimentos serão realizados em frente à Secretaria de Assistência Social, SAS, na Rua Monsenhor Esmeraldo, 317, bairro Franciscanos. No dia 13, haverá triagem e orientação. No dia seguinte, defensoras e defensores públicos realizarão os atendimentos jurídicos.


A iniciativa busca aproximar as mulheres do acesso à Justiça e também contribuir para a identificação e o rompimento de ciclos de violência, explica a defensora pública Ana Kelly Nantua, assessora de projetos da DPCE.


“Nos atendimentos, nós conseguimos orientar mulheres que muitas vezes não sabem ou não se percebem como vítimas de violência. A partir dessa orientação, elas podem identificar a situação que estão vivendo, conhecer seus direitos, saber onde buscar ajuda e encontrar caminhos para sair desse ciclo de violência.”


A passagem pelo Cariri dá continuidade à programação iniciada nos dias 4 e 5 de agosto, no bairro Serrinha, em Fortaleza. Durante os dois dias, 159 mulheres foram atendidas no Centro Popular de Solidariedade, CPS, onde ficou estacionado o caminhão do Defensoria em Movimento.


A edição especial integra as ações em torno dos 20 anos da Lei Maria da Penha, completados em 7 de agosto. A legislação consolidou instrumentos de prevenção, proteção e enfrentamento às diferentes formas de violência doméstica e familiar contra as mulheres. Para a defensora pública geral, Sâmia Farias, o enfrentamento à violência contra as mulheres exige uma rede que ultrapassa as instituições públicas. “Quando a gente fala em rede, a gente não fala só de serviços públicos, mas de organizações da sociedade civil, inclusive de você que tem um vizinho que se depara com situações de violência.”

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