sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Projeto conscientiza crianças sobre lixo

O espetáculo "Eu sou um Ecocidadão" é encenado pelo Grupo Bagaceira, que utiliza apenas materiais reutilizáveis no cenário ( Foto: Fabiane de Paula )
A destinação adequada do lixo ainda é um grande desafio. Resíduos descartados de forma incorreta acarretam a contaminação do meio ambiente, a disseminação de doenças e a poluição. Com o intuito de conscientizar crianças a respeito do tema, sensibilizando-as para que se tornem disseminadoras de boas práticas, foi lançado, ontem, o Programa Ecocidadão nas Escolas, no Hotel Gran Marquise.
A iniciativa consiste em apresentar uma peça teatral em centros de ensinos da Capital, com linguagem acessível para as crianças. Ao todo, 102 colégios públicos e particulares receberão a visita do projeto, totalizando cerca de 50 mil espectadores com idade entre 5 e 12 anos.
A apresentação fica por conta do Grupo Bagaceira, que utiliza apenas materiais reutilizáveis na composição do cenário. O que seria lixo tornou-se instrumentos musicais e elementos decorativos. A peça, denominada "Eu sou um Ecocidadão", é feita em forma de musical. As crianças são informadas sobre a importância de acomodar corretamente resíduos cortantes, como vidros e latas, antes de descartá-los na lixeira. Do mesmo modo, ensina que pilhas e baterias descarregadas não podem ser jogadas no lixo comum. Alunos dos colégios José de Alencar (particular) e da Polícia Militar (público) foram os primeiros a conferir o espetáculo.
Terceira edição
Esta é a terceira edição do programa, que teve início em 2013. Naquele ano, oito escolas foram visitadas, contemplando 3 mil crianças. Em 2014, o número de visitas subiu para 25, abrangendo 10 mil estudantes. Nas duas primeiras ocasiões, os alunos confeccionaram gibis, além de apresentações de mágica, conforme Vini Fernandes, gerente de Marketing do Grupo Marquise, responsável pelo projeto. "Para trabalhar com criança, é preciso inovar sempre, buscando um diálogo melhor. Achamos no teatro essa possibilidade", observa.
Conforme o diretor de Operações Ambientais do Grupo Marquise, Hugo Nery, é necessário um trabalho coletivo. "Nós, cidadãos, imaginamos que o Estado tem a obrigação de fazer tudo. Se colocamos o que consumimos para fora, pensamos que cabe ao poder público 'se virar' para fazer que aquilo desapareça

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