Candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante) concedeu entrevista coletiva na noite deste domingo (4) em Ribeirão Preto (SP) para comentar o resultado do 1º turno das eleições 2026 e disse que não pretende continuar na política.
Ele também não quis comentar um possível apoio a Flávio Bolsonaro (PL) ou a Lula (PT) no segundo turno.
"Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos", disse.
"Eu me coloquei agora, dessa vez, se o povo brasileiro entendeu que deve continuar essa polarização, eu só posso respeitar a vontade soberana do povo brasileiro, sem qualquer mágoa. Estou triste porque eu sei que eu poderia fazer muito junto com o Júlio Delgado, mas, por outro lado, é o exercício da democracia. A beleza da democracia está na divergência, e não na unanimidade", afirmou.
Cury acompanhou a apuração com a família em Ribeirão Preto, ao lado do candidato a vice-presidente na chapa, Júlio Delgado (Podemos).
Com 99,99% das urnas apuradas, Cury tinha 2,89%, chegando a 3.448.565 votos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno, se é que vai haver segundo turno, e dizendo o seguinte, que ninguém está autorizado em meu nome e nem em nome do Júlio a pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos. E eu gostaria de me silenciar em relação a isso. Não quero responder nada em relação ao segundo turno, porque para mim isso é completo."
Ele agradeceu os eleitores que acreditaram nas propostas dele, mas disse que grande parte da população prefere a popularização a propostas concretas.
"A doença da polarização leva as pessoas a um superficialismo em relação à política de Estado. Nada é tão triste. Eu aceito plenamente os resultados da eleição, tanto eu como o Júlio Delgado, plenamente."
O presidenciável também criticou o voto útil entre os eleitores. "Isso é cruel, porque você retira das pessoas a liberdade delas poderem exercer o seu direito solene de votar."
Fonte: g1
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