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| Buscas por sobreviventes foram retomadas na manhã desta quarta-feira (16). (Foto: José Leomar) |
Às
9h50, os bombeiros ouviram um assobio. Era uma vítima se comunicando. Os
militares então pediram silêncio total das pessoas no local. A pessoa soterrada
está perto do caminhão estacionado ao lado do mercadinho atingido pelos
destroços.
Os
bombeiros deram início, ainda na madrugada, à retirada dos entulhos,
que são levados por caminhões que acessam o local e cerca de 150
voluntários se revezam com auxílio no resgate e ajuda a
vítimas.
Em
nova imagens divulgadas nesta quarta-feira (16), é possível ver o momento exato
que pessoas próximas ao Edifício correm enquanto o edifício desaba.
No vídeo, identifica-se uma pessoa do
lado de fora, e outras 5 correndo dentro das instalações do
prédio.
DADOS ATUALIZADOS: 2 MORTOS, 9 FERIDOS E 9 DESAPARECIDOS
A primeira
vítima foi um entregador de água que estava em um mercadinho atingido
pelos destroços, conforme informação do Corpo de Bombeiros. A segunda
morte é de uma
mulher ainda não identificada. Ela foi encontrada na madrugada e ainda está
sob os escombros. Além das pessoas que morreram, 9 seguem
desaparecidas e 9 foram resgatadas com vida.
Nesta
manhã, apenas dois feridos continuavam no Instituto Dr. José Frota (IJF)
Cleide
Maria da Cruz Carvalho, de 60 anos – deu entrada no hospital com ferimentos no
corpo, mas o quadro é estável
Gilson
Gomes, de 58 anos – resgatado do mercadinho ao lado do prédio
Na
terça-feira, também foram atendidos no local:
Antônia
Peixoto Coelho, de 72 anos – estado de saúde considerado grave. Foi levada a
pedido da família para um hospital particular
Voluntário
da Cruz vermelha que teve a mão machucada (o nome dele não foi divulgado)
Outras
vítimas resgatadas foram levadas para hospitais particulares.
CHUVA
DURANTE RESGATE
Pela
manhã, a chuva que caiu sobre a Capital diminuiu o ritmo do trabalho por
alguns momentos mas, tão logo acabou, as equipes retomaram os trabalhos sobre
os escombros.
Segundo
um bombeiro, a chuva fraca não atrapalha o serviço e pode até ajudar, pois
baixa a poeira e ameniza o calor. Se a precipitação for mais forte,
contudo, é recomendado que o trabalho seja suspenso, porque há risco,
inclusive, para a equipe de resgate.
DESABAMENTO:
ENTENDA O QUE HOUVE
O
Edifício Andrea desabou na manhã desta terça-feira (15), por volta
das 10h28, no cruzamento da Rua Tibúrcio Cavalcante com Rua Tomás Acioli,
no Bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.
A
Prefeitura de Fortaleza afirmou na tarde desta terça que o prédio foi construído
de maneira irregular. Segundo a prefeitura, até o ano de 1995 existia uma
residência no lugar do Edifício Andrea. O primeiro imóvel foi
construído na década de 1970. A prefeitura revelou ainda que a construção
irregular dos sete pavimentos é o motivo pelo qual não há registros oficiais do
prédio.
O
presidente do Conselho Regional de Engenharia do Ceará (Crea-CE), Emanuel Maia
Mota, afirmou durante entrevista coletiva, que também não tem registro ou nome
de um engenheiro responsável pela construção do Edifício Andrea.
“Aqui
no Crea a gente está constituindo uma comissão que vai levantar informações
acerca da reponsabilidade, dos profissionais que estavam ali na nuvem, digamos
assim, de serviços a serem executados, e vamos repassar isso para a Defesa
Civil, para a perícia, enfim”, afirmou ele.
Emanuel
Maia Mota disse também que foi registrada, uma Anotação de Responsabilidade
Técnica informando uma reforma de recuperação de construções e pintura no
Edifício Andrea, que ia custar R$ 22.200. O documento é exigido sempre que
condomínios ou donos de casas vão fazer uma obra no imóvel.
Mota
explica que a anotação entrou segunda-feira nos registros do Crea-CE em nome de
um engenheiro que informava que uma reforma seria executada no prédio, sem
especificar em que área seria esta obra.
Sobre
a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento de registro da reforma,
o presidente do Crea acrescentou que uma vez que o engenheiro faz o registro do
serviço, ele se autodeclara responsável pelas obras.
"O
engenheiro passa a assumir tudo após esse registro e quando ele faz de forma
genérica, essa responsabilidade é muito mais ampla. Se ele tivesse descrito o
que ele estava fazendo e que tipo de procedimento ia ser executado, as
responsabilidades iam se restringindo. Dependendo da responsabilidade apontada
pela perícia que será feita no local, no Crea ele pode responder à resolução
1090, que prevê a suspensão do registro profissional. Diário do Nordeste

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