
A
mesa de abertura do “I Seminário Internacional Patrimônio da Humanidade Chapada
do Araripe”, realizada nesta terça-feira, (6), no Teatro Patativa do Assaré,
Unidade Sesc Juazeiro do Norte, iniciou a campanha de reconhecimento
patrimonial da bacia cultural e geográfica que atravessa os estados do Ceará,
Pernambuco e Piauí. A partir da colaboração entre os órgãos responsáveis
pelo processo de candidatura, ao lado da parceria entre o Sistema Fecomércio e
a Fundação Casa Grande, foram discutidas coletivamente estratégias iniciais e
assinado um termo de compromisso com o projeto.
Com
o objetivo de destacar a importância do braço social do Sesc na articulação das
áreas do lazer, da saúde, do esporte e da assistência, Maurício Filizola, Presidente
da Fecomércio Ceará, trouxe o ponta pé inicial de trabalhar a cultura como
elemento do dia a dia. Segundo ele, existe a necessidade institucional de reavivar
os saberes em transmissão pelas tradições. “São ações que estão acontecendo que
não representam apenas os sonhos dos Mestres, mas sim os nossos sonhos diante
da cultura”, exemplificou o Presidente ao citar a inauguração dos museus
orgânicos que ocorre durante a programação do evento.
O
processo de reconhecimento do patrimônio perpassa ações culturais, sociais
e políticas, como destacou o Secretário de Cultura do Estado, Fabiano
Piúba, que cita o cantor Gilberto Gil para se questionar sobre o objeto da
política cultural. “Temos que pensar o Cariri por trás de uma ancestralidade,
pela diversidade das camadas da Chapada do Araripe, através do fazer artístico
e cultural, da dimensão da cultura como saber fazer comum, comunitário e
solidário”, articulou. Para ele, como a região brota da Chapada do Araripe,
acaba sendo impossível pensar o patrimônio cultural sem as medições naturais.
Desse
modo, “o que a gente quer reconhecer?”, provocou Candice Ballester do
Departamento de Articulação e Fomento da Assessoria Internacional do Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (IPHAN). Conforme ela, responder
à questão tanto pode auxiliar no processo de construção da
candidatura de um bem a ser reconhecido nacionalmente, como também visa
fixar um compromisso internacional com a Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). “A riqueza da Chapada do Araripe
existe e ela é viva”, completou.
Ainda,
as representações do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e
do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), nos nomes da
Eneida Braga e do Júlio Sampaio, respectivamente, revelaram a potência do
material já levantado para a realização do evento para a viabilidade do
projeto. Além disso, a ocasião contou com a presença de Alemberg Quindins,
fundador da Fundação Casa Grande, Elane Lavor, gerente da Unidade Sesc
local, Renato Fernandes, Secretário de Cultura de Juazeiro e a apresentação de
grupos de tradição no Terreiro da Mestra Margarida.
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