quinta-feira, 14 de junho de 2018

Vídeo: conheça a história de José Lourenço, artista da Lira Nordestina

A Lira Nordestina, antiga Tipografia São Francisco, localizada em Juazeiro do Norte, é um dos espaços mais antigos e famosos do Brasil em termos de produção de cordel e xilogravura. Entre os anos de 1932 e 1982, a Tipografia São Francisco com o nome de “Folhetaria Silva”, funcionou em Juazeiro como uma editora de cordel, tendo à frente José Bernardo da Silva, que em 1939 mudou o nome para Tipografia São Francisco.

Em 1949, José Bernardo adquire os direitos autorais de João Martins de Athayde, tornando-se a editora mais importante do Brasil. José Bernardo também incentivou a ilustração das capas de cordel com xilogravura, de custo mais baixo que os clichês de metal. Na década de 1950, devido a uma série de fatores econômicos e políticos, há uma forte diminuição da produção de cordéis.

Na década de 1970 com o falecimento dos filhos, da esposa e do próprio José Bernardo, ficou á frente da Tipografia sua filha Maria de Jesus da Silva Diniz. Em 1980, a Tipografia passa a denominar-se Lira Nordestina, por sugestão de Patativa do Assaré, um dos maiores poetas do Ceará.

Com a crise cada vez mais forte, Maria de Jesus vende a Lira Nordestina em 1982 ao Estado do Ceará que, em 1988 passa a fazer parte do patrimônio da Universidade Regional do Cariri – URCA.

Atualmente a Lira Nordestina é um equipamento cultural vinculado a Pró-reitoria de Extensão (PROEX) da URCA.

Conheça um pouco da história de José Lourenço, artista que através do seu avô, descobriu o talento pela xilogravura:

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