Instalado no ano passado em parceria com o município de Juazeiro do Norte, o Programa Federal Projovem Campo tinha como objetivo inicial desenvolver ações educativas durante dois anos. As ações ocorreriam em seis estabelecimentos de ensino da zona rural, que apresentam o perfil de campo, oferecendo orientações técnicas sobre diversas culturas agrícolas aos 150 alunos matriculados.
“Garantimos o recrutamento desses alunos e seleção de professores. Entretanto, de alguns meses pra cá, as verbas necessárias para a existência do programa, que seriam repassadas pelo Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da Educação, começaram a faltar”, diz o Coordenador do Projovem Campo de Juazeiro do Norte, Edval Dias.
Tal fato, segundo ele, vem provocando a evasão de alunos. Mesmo com as estratégias da equipe do programa realizando busca ativa e outras ações para assegurar a presença de alunos em sala de aula, não está sendo possível evitar que deixem de frequentar as aulas. “Estamos sofrendo com a evasão de alunos, tendo dificuldade para garantirmos essa política pública. Por se tratar de um dever nosso, cumprimos com o nosso papel de educadores, para que os alunos tenham direito a uma sala de aula com qualidade”, afirma.
A verba destinada ao Projovem-Campo é calculada por aluno. No caso do município de Juazeiro do Norte, o valor chega a R$ 1.200,00 para execução do programa durante dois anos, em ações diferenciadas como pagamento de profissionais (professores/cuidadores), aquisição de merenda para os alunos e material didático. “Só que com a falta desse repasse, não temos condições de criarmos tais ações. Hoje, o recurso que chega para a prefeitura de Juazeiro do Norte está sendo destinado apenas para pagamento dos profissionais que estão à frente do processo: coordenação, professores, cuidadores e merendeiras. Se qualquer cifra for deslocada para outra ação, prejudica o pagamento do pessoal que está mantendo o programa. Em contrapartida, o Município vem ofertando a merenda, as salas de aula e outros itens que são essenciais”, acrescenta.
Conforme Edval Dias, além de obter os conhecimentos básicos (ensino fundamental), o aluno matriculado no Projovem Campo se torna um profissional capacitado para o mercado de trabalho no qual ele está inserido, no caso, atividades desenvolvidas no campo, como agricultura familiar, piscicultura, apicultura, economia solidária, entre outras propostas. “O aluno aprende esses saberes da terra, aglutinando-os na própria terra. Portanto, o Projovem mostra que o aluno não precisa sair do seu lugar de origem, para os grandes centros para buscar a sua sobrevivência. Essa é uma política pública que a gente tem procurado incutir no aluno a ideia dele ser o protagonista desses valores, para que possa permanecer no campo, com qualidade de vida adequada”, finaliza.
Fonte: Jornal do Cariri
“Garantimos o recrutamento desses alunos e seleção de professores. Entretanto, de alguns meses pra cá, as verbas necessárias para a existência do programa, que seriam repassadas pelo Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da Educação, começaram a faltar”, diz o Coordenador do Projovem Campo de Juazeiro do Norte, Edval Dias.
Tal fato, segundo ele, vem provocando a evasão de alunos. Mesmo com as estratégias da equipe do programa realizando busca ativa e outras ações para assegurar a presença de alunos em sala de aula, não está sendo possível evitar que deixem de frequentar as aulas. “Estamos sofrendo com a evasão de alunos, tendo dificuldade para garantirmos essa política pública. Por se tratar de um dever nosso, cumprimos com o nosso papel de educadores, para que os alunos tenham direito a uma sala de aula com qualidade”, afirma.
A verba destinada ao Projovem-Campo é calculada por aluno. No caso do município de Juazeiro do Norte, o valor chega a R$ 1.200,00 para execução do programa durante dois anos, em ações diferenciadas como pagamento de profissionais (professores/cuidadores), aquisição de merenda para os alunos e material didático. “Só que com a falta desse repasse, não temos condições de criarmos tais ações. Hoje, o recurso que chega para a prefeitura de Juazeiro do Norte está sendo destinado apenas para pagamento dos profissionais que estão à frente do processo: coordenação, professores, cuidadores e merendeiras. Se qualquer cifra for deslocada para outra ação, prejudica o pagamento do pessoal que está mantendo o programa. Em contrapartida, o Município vem ofertando a merenda, as salas de aula e outros itens que são essenciais”, acrescenta.
Conforme Edval Dias, além de obter os conhecimentos básicos (ensino fundamental), o aluno matriculado no Projovem Campo se torna um profissional capacitado para o mercado de trabalho no qual ele está inserido, no caso, atividades desenvolvidas no campo, como agricultura familiar, piscicultura, apicultura, economia solidária, entre outras propostas. “O aluno aprende esses saberes da terra, aglutinando-os na própria terra. Portanto, o Projovem mostra que o aluno não precisa sair do seu lugar de origem, para os grandes centros para buscar a sua sobrevivência. Essa é uma política pública que a gente tem procurado incutir no aluno a ideia dele ser o protagonista desses valores, para que possa permanecer no campo, com qualidade de vida adequada”, finaliza.
Fonte: Jornal do Cariri
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