Presente à sessão da Assembleia Legislativa, ontem, o deputado Capitão Wagner (PR), candidato à Prefeitura de Fortaleza neste segundo turno da disputa, se colocou "totalmente a favor", de que tropas federais estejam em Fortaleza, para garantia da segurança do pleito, como requisitado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). "Não só ela, mas também a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Marinha e Aeronáutica, pois quanto mais fiscais estiverem presentes no segundo turno, melhor vai ser para a isenção do pleito".
Reforçando seu posicionamento, Wagner afirmou que a sua coligação protocolou documento no TRE pedindo e reforçando o que foi solicitado pelos juízes. "Que venham as tropas federais, mas sem qualquer sentimento de que lado A ou B praticou qualquer ilicitude".
A respeito dos episódios ocorridos no domingo de eleição, ele explicou que em nenhum momento os policiais foram orientados no tocante a utilização ou proibição de qualquer camisa.
"O que aconteceu foi que alguns advogados da coligação adversária abordaram policiais querendo impor suas vontades quando nem a determinação judicial, proferida na sexta-feira, foi passada para presidentes de sessão, mesários ou qualquer outro funcionário que estava a disposição do TRE. Isso inviabilizou o conhecimento de qualquer determinação e, por conta disso, ocorreram diversas confusões, a ponto de senhoras terem que votar só de sutiã, para não perder os votos, mesmo constrangidas pela maneira como foram abordadas. Não houve qualquer orientação do comando da Polícia Militar e nem do Judiciário", reclamou.
Capitão Wagner disse ainda que não tem a intenção de ganhar a eleição na base do "custe o que custar", mas pela vontade do eleitor. "Deixo claro que não vendo a minha alma ao diabo para ser eleito. Não tenho qualquer intenção de vender minha alma, até porque eu tenho consciência de que quando isso ocorre, o gestor tem grande dificuldade, pois será pressionado por quem comprou e não terá sucesso", relatou. "Estou satisfeito com o pedido, mas não adianta vir só 50 ou 100 homens quando são mais de 600 locais de votação. Importa, mesmo, é que venha a Polícia Federal, fazer a investigação do que pode ser um derramamento de dinheiro durante o pleito".
Apoios
Ontem, Wagner, passou boa parte do dia em busca de apoios para a sua candidatura neste segundo turno. Além do diálogo que está tendo com os presidentes do PRB, Ronaldo Martins; e PSB, Danilo Forte, ele também teve uma conversa com o presidente do PRP do Ceará, Joaquim Noronha, na manhã de sexta-feira, no gabinete do parlamentar.
Até o momento, o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, conseguiu os apoios do PHS, REDE e PMN. Apesar de serem siglas menores, o ingresso desses partidos na candidatura à reeleição de Roberto Cláudio, demonstra a força que ele tem tido para se aglutinar com outras legendas, coisa que Wagner está tentando fazer desde o início da semana.
Ao Diário do Nordeste, o deputado Ronaldo Martins afirmou que está dialogando com o partido e que só teria uma resposta em definitivo na segunda-feira. No início da semana, o mesmo parlamentar salientou que até a quinta-feira passada teria batido o martelo, o que não aconteceu. Durante o primeiro turno da campanha, Martins foi o último a definir se iria ou não para a disputa, visto que havia conversas entre ele e as candidaturas de Roberto Cláudio e Heitor Férrer (PSB), o que não vingou.
Heitor Férrer, desde que foi derrotado no pleito de domingo passado, ficando na quarta posição entre os candidatos, não foi à Assembleia Legislativa e tem evitado a imprensa. Ele deve tomar a mesma posição que teve em 2012, quando ficou neutro e liberou o partido, que apoiou a candidatura vitoriosa do prefeito eleito.
Wagner compareceu à sessão da Assembleia Legislativa da sexta-feira e ficou até seu término, fazendo uso da tribuna e até presidindo os trabalhos, visto que poucos parlamentares foram ao trabalho. Logo que terminou a sessão, ele e o deputado Joaquim Noronha, presidente do PRP do Ceará, foram até o gabinete de Noronha para tratar sobre possível apoio neste segundo turno. Joaquim, que no primeiro turno da campanha apoiou Tin Gomes ficou de dar resposta para Wagner neste sábado. Ele tem dialogado com os vereadores de seu partido que foram eleitos, Emanuel Acrizio e Maria do Posto, e não eleitos.
A coligação da qual o partido participou conseguiu mais de 52 mil votos, e alguns filiados querem fechar questão com Roberto Cláudio e outros com Capitão Wagner.
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