Aracoiaba Oito trabalhadores resgatados e outros 50 flagrados na informalidade. Esse foi o resultado de operações realizadas pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) em cinco municípios do Interior do Ceará nos últimos dias. O Grupo Especial, formado por auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), policiais federais e procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT), detectou as irregularidades numa fazenda situada entre Aracoiaba e Ibaretama e noutras propriedades rurais em Canindé, Morada Nova e Russas.
Segundo o auditor fiscal do Ministério do Trabalho, José Weyne Marcelino, os trabalhadores resgatados realizavam atividades ligadas à extração de madeira em floresta nativa e pernoitavam na fazenda situada entre Aracoiaba e Ibaretama, cujo nome não foi divulgado, alojados em condições precárias em dois barracos de lona. No total, foram encontrados 25 trabalhadores em atividade, como cortador, empilhador e medidor de lenha, e que atuavam na abertura de uma estrada de acesso.
O adolescente, de 16 anos, foi encontrado realizando atividade perigosa e insalubre no Assentamento Nova Conquista, em Canindé. O empregador foi obrigado a pagar indenização de R$ 1.500,00 a ele. No mesmo local, dez trabalhadores que não tinham registro foram formalizados. Também foi constatada a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), abrigos para proteção durante as refeições e instalações sanitárias.
Outros dez trabalhadores rurais, sem registro, foram localizados em Morada Nova, na Fazenda Lagoa do Novilho, atuando na extração de madeira nativa. Cinco autos de infração foram lavrados contra o empregador. No Vale do Jaguaribe, em Russas, o Grupo autuou a Fazenda Juremal, por manter cinco trabalhadores sem registro, realizando corte de lenha. Os fiscais determinaram o depósito de R$ 2,5 mil, de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e autuaram o empregador.
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