O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta quarta-feira (9), a prorrogação das investigações contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) na Operação Lava Jato por mais 60 dias.
É a quarta prorrogação das investigações desde março, quando a Corte recebeu pedido de abertura de investigação contra os parlamentares pela suposta prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Renan Calheiros,
O pedido foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Renan foi citado no depoimento de delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Em julho, Costa declarou ao juiz federal Sérgio Moro que o senador tinha um “representante” que negociou propina com ele.
Após a divulgação do depoimento, Renan refutou as acusações do ex-diretor da Petrobras e disse que suas relações com diretores de instituições públicas nunca ultrapassaram os limites institucionais.
Na semana passada, Zavascki, relator dos inquéritos decorrentes da Lava Jato no Supremo, aceitou pedido da PGR para prorrogar as investigações contra a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o deputado federal Simão Sessim (PP-RJ).
Fernando Baiano
Além de Roberto Costa, o lobista Fernando Soares, o Baiano, afirmou, em seu depoimento na delação premiada, que os senadores Delcídio Amaral (PT), preso no dia 25, Renan Calheiros e Jader Barbalho e o então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau (indicado pelo PMDB) dividiram US$ 6 milhões em propina.
Com informações da Agência Brasil
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