terça-feira, 17 de novembro de 2015

SSPDS desmente boatos e nega caos em Fortaleza

Sobre incêndio da viatura da Polícia Civil, a SSPDS disse que imagens podem ajudar na localização da dupla responsável pelo ataque ( FOTO: NAVAL SARMENTO )
Os diversos vídeos e áudios sobre crimes que estão circulando nas redes sociais, como sendo ataques ocorridos em Fortaleza, não são verdadeiros, de acordo com o coronel Lauro Carlos de Araújo Prado, secretário adjunto da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Ele afirmou que de todos os episódios divulgados no último domingo, apenas o ataque à PM do Montese e o incêndio de uma viatura do 8ºDP (José Walter) procedem.
Lauro Prado fez um alerta afirmando que é crime divulgar informações falsas e que a Polícia está buscando, através do Serviço de Inteligência e a Célula de Informática, identificar o ponto inicial da divulgação destes fatos mentirosos. "As histórias que estão sendo divulgadas não são verdadeiras. Tivemos realmente dois casos, que foram o incêndio a uma viatura e alguns disparos efetuados em uma unidade da Polícia Militar no Montese. Fora isto, os demais são boatos", disse o secretário adjunto.
O oficial destacou que o policiamento está funcionando normalmente e o número de crimes não está acima da média. "Pedimos à população que tenha tranquilidade e não espalhe notícias mentirosas. Esta é uma brincadeira perigosa, que cria caos na cidade. Não existe clima de anormalidade. O que existe é a sensação de insegurança que está sendo plantada nas pessoas. A Segurança Pública está trabalhando com seu policiamento normal", declarou Prado.O coronel Prado declarou que a Segurança Pública vai garantir a integridade da sociedade como um todo. Ele alerta que existe a possibilidade de que quem plantou os boatos seja responsabilizado criminalmente por isto. "Divulgar falsas notícias é crime. As pessoas que estão fazendo isto, inclusive, estão se aproveitando de algumas cenas que não acontecerem, sequer, no Ceará. Estão espalhando também fotos de casos anteriores ao fim de semana, como uma imagem em que aparecem diversas viaturas na Avenida Mister Hull, cena que foi registrada na semana passada", explicou.
Ataques
Sobre os fatos verdadeiros, ocorridos no último domingo, o oficial disse que os dois estão sendo investigados, mas as motivações ainda não estão claras. "Nossas diligências estão direcionadas nas prisões das pessoas envolvidas. Depois disso, poderemos identificar o porquê do cometimento destes dois ataques".
A única pessoa presa, suspeita de ter envolvimento com os ataques, é natural de São Paulo. Por conta disto, foi ventilada a hipótese que ele fosse membro de uma das principais facções criminosas do País, o Primeiro Comando da Capital (PCC). No entanto, Lauro Prado diz que isto não é verdade e que a informação faz parte da disseminação de mentiras para criar pânico nos moradores de Fortaleza. O secretário adjunto afirmou que as investigações estão em andamento. Além da prisão do paulista, que teria atirado contra o prédio da 3ª Cia do 6ºBPM, as imagens do 8ºDP devem ajudar na identificação dos criminosos que incendiaram a viatura.
"Com base nas imagens dos incêndios à viaturas estamos diligenciando para prendermos os envolvidos. Quem tiver alguma informação sobre isso, pedimos por favor, que colaborem denunciando pelo número 190", disse o coronel Prado.
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Coronel Lauro Carlos Prado, secretário adjunto da Segurança Pública e Defesa Social, disse que casos de violência estão sendo apurados FOTO: FABIANE DE PAULA
PMs mortos
Sobre o assassinato dos policiais militares, ocorridos na semana passada, Prado informou que existe uma força-tarefa para investigar o caso do Curió. Já no caso do cabo José Marques, o secretário adjunto salientou que já tem a identificação do suspeito e espera ter resultados das buscas, em breve.
Sobre a chacina ocorrida na Grande Messejana, ele voltou a afirmar que existem três linhas de investigação, que são a prisão de um traficante da área, a morte de uma liderança ou retaliação pela morte do policial. "Por enquanto, não divulgaremos dados para não prejudicar as investigações, mas podem ter certeza que a verdade dos fatos será trazida à tona".
O procurador-geral de Justiça, Ricardo Machado, designou, na manhã de ontem, os promotores de Justiça Alice Iracema Melo Aragão, André Clark Nunes Cavalcante e Franke José Soares Rosa, para a apuração da morte das 11 pessoas, dentre elas sete adolescentes, no último dia 13. Segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE), "eles desenvolverão ações no âmbito de suas atribuições ao esclarecimento dos fatos, promovendo a responsabilidade penal dos envolvidos".

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