A
Secretaria da Educação (Seduc) e a Fundação Demócrito Rocha (FDR) realizaram,
nesta quarta-feira (13), a cerimônia de premiação dos alunos vencedores do
Concurso de Redação Enem Chego Junto, Chego a 1.000. A ação, que ocorre
anualmente desde 2017, faz parte do programa Enem Mix de preparação e motivação
dos alunos das escolas públicas da rede estadual de ensino para a realização do
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O
concurso é destinado a alunos da 3ª série do Ensino Médio e Educação de Jovens
e Adultos (EJA). Ao todo, foram apresentados mais de 40 mil textos pelos 21.360
concorrentes, procedentes de 427 unidade de ensino. Destes, 8.556 textos foram
sobre o tema sorteado: O desafio de preservar os direitos da população indígena
no Brasil.
Os
autores das três melhores redações da etapa estadual do concurso Redação Enem:
chego junto, a 1.000 de 2019 foram premiados com um notebook cada. Letícia de
Carvalho Albuquerque, de 17 anos, foi a vencedora do certame. A jovem está na
3ª série do Ensino Médio na Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP)
Isaías Gonçalves Damasceno, em São Benedito, onde faz o curso técnico em
Administração.
Prática
A
estudante conta que faz o Enem desde a 1ª série, tendo tirado naquela ocasião a
nota 880 na prova de redação. Além disso, lembra, sempre teve o hábito de ler e
de escrever. “Gosto muito, porque por meio da escrita podemos nos expressar
melhor. Algo que não consigo falar pode ser dito pela escrita. A produção
textual, além de ser um exercício para a produção de provas como o Enem, é uma
ferramenta de análise crítica e defesa da cidadania. A escrita é libertadora e
ajuda na reflexão desse mundo, na busca por melhores soluções. Essa plataforma
ajuda muito não só para o Enem, mas para a vida”, ressalta.
Letícia
considera de grande relevância o tema sorteado para o concurso. No texto, que
obedece ao modelo dissertativo-argumentativo, valeu-se de trecho da letra da
música “Que país é esse?”, do grupo Legião Urbana, e também de teoria do
sociólogo francês Pierre Bourdieu, para reforçar a ideia que propôs.
“Acho
o tema bastante relevante, porque é perceptível a negação de direitos aos
indígenas. Nessa preparação para o Enem, já havia feito uma redação sobre tema
semelhante, então já tinha uma base sobre o assunto. O repertório
sociocultural, com citação à letra de música e ao sociólogo, é um conhecimento
que agrega. Como gosto de ler, sempre vejo uma brecha para fazer citações nos
temas relacionados”, aponta Letícia.
Participação
Na
etapa escolar, o concurso premiou 427 autores, que receberão, cada um, menção
honrosa pela participação. Também, estes alunos e todas as escolas da rede
estadual receberão exemplares do livro, que terá lançamento ainda neste ano. Na
publicação haverá as 23 redações premiadas nas etapas regional e estadual,
correspondentes às produções mais bem avaliadas em cada Coordenadoria Regional
de Desenvolvimento da Educação (Crede) e Superintendência das Escolas Estaduais
de Fortaleza (Sefor).
A
secretária da Educação, Eliana Estrela, avalia que o concurso tem incentivado
os jovens a se prepararem melhor. “Esse é um momento simbólico, mas, muito
importante. A gente incentiva a cada um que participe do Enem, dos
vestibulares, para que possam ter uma vida mais justa e digna. Estudar vale a
pena e sempre digo a eles que acreditem, confiem e tenham paciência. Um aluno
vence hoje, outro vence amanhã. Isso não é o mais importante, e sim, participar
e ter o leque de conhecimentos ampliado”, observa.
A
presidente do Grupo de Comunicação O Povo, Luciana Dummar, reforça a
importância de se falar sobre os direitos dos povos indígenas. “Essa é uma hora
de todas as minorias serem cuidadas e apreciadas. Espero que tudo o que a gente
faça seja em construção dessa diferença que é o Ceará hoje no Brasil”, avalia.
Raimundo
Neto, coordenador do projeto Enem Mix, acredita que por meio da iniciativa, que
promove a prática da escrita, as pessoas têm a oportunidade de se entenderem
melhor. “Sabemos que o texto na vida do aluno não serve só para o Enem. Na
música, na notícia, na carta, na receita, na bula”, argumenta.


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