O
Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) convoca os jornalistas sediados
na Região do Cariri para plenária que acontecerá na próxima segunda-feira, dia
18 de novembro, a partir das 18h30, na sede do Sindicato dos Comerciários de
Juazeiro do Norte (Rua do Cruzeiro, 1119, bairro São Miguel). O presidente da
entidade, Rafael Mesquita, conduzirá os trabalhos que tratarão da agenda de
atividades e do plano de funcionamento da Seção Regional do Sindjorce no
Cariri, que tem como representantes regionais os diretores Elizangela Santos e
Kennedy Saldanha.
Também
na pauta da plenária – a primeira após a eleição dos dois representantes
regionais no Sindicato na região -, está a organização da resistência à Medida
Provisória (MP) 905/19, que revoga artigos da regulamentação profissional dos
jornalistas (Decreto-Lei 972/1969), que preveem a obrigatoriedade de registro
profissional junto à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-CE)
para o desempenho da atividade jornalística em todo o país.
“É
importante a participação de todos os jornalistas, filiados ou não, que atuam
no Cariri, para organizarmos a resistência da categoria a mais esse ataque do
Governo Bolsonaro”, reforça Mesquita. A plenária é aberta à participação dos
estudantes de Jornalismo da Universidade Federal do Cariri (UFCA). O dirigente
sindical reforça que a interiorização das atividades do Sindjorce era uma
antiga demanda da categoria que começou a tomar corpo ainda em 2017 e se
consolidou com a eleição dos primeiros dirigentes da Seção Regional, este ano.
“O objetivo agora é estruturar nossa atuação no Cariri”, pontua.
Sobre a
MP 905
A
Medida Provisória 905/2019, que revoga a obrigatoriedade de registro para
atuação profissional de jornalistas (artigos do Decreto-Lei 972/1969) e de
outras 13 profissões foi publicada no Diário Oficial da União de terça-feira
(12/11). Ela mantém o registro de classe somente para as profissões em que
existem conselhos profissionais atuando (como advocacia, medicina, engenharias,
serviço social, educação física, entre outros).
Dez
anos depois da derrubada do diploma de nível superior específico como critério
de acesso à profissão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a MP foi considerada
pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) “mais um passo rumo à
precarização do exercício da profissão de jornalista, uma atividade de natureza
social ligada à concretização do direito humano à comunicação”.
“Na
prática, sem qualquer tipo de registro de categoria, o Estado brasileiro passa
a permitir, de maneira irresponsável, o exercício da profissão por pessoas
não-habilitadas, prejudicando toda a sociedade”, afirmou a FENAJ em nota
divulgada no dia 13/11. A entidade destaca, ainda, que a MP se
configura como uma nova reforma trabalhista, tendo em vista o tamanho das
mudanças que traz para a classe trabalhadora em geral.
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