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| (Foto: Helene Santos) |
O Corpo de Bombeiros do Ceará confirmou
nesta sexta-feira (18) o sétimo óbito no desabamento
do edifício Andrea, em Fortaleza. A sétima vítima foi
identificada como Vicente de Paula Menezes, de 86 anos.
Ele era casado com Izaura Marques
Menezes, 81 anos, e pai de Roseane, de 55 anos, ambas também vítimas do desabamento. Vicente é
ainda avô de Fernando Marques, o primeiro
sobrevivente retirado dos escombros do edifício Andrea.
Além das sete mortes confirmadas, duas
pessoas seguem desaparecidas e sete foram
resgatadas com vida. O comandante do Corpo de
Bombeiros do Ceará, Eduardo Holanda, afirmou que uma das pessoas que era
considerada desaparecida não estava no condomínio no momento do desabamento,
reduzindo o número de possíveis vítimas.
"Nós trabalhamos com as pessoas
reclamadas [cujos familiares afirmam que a pessoa estava no condomínio no
momento do incidente]. No primeiro dia veio um irmão dizendo que a pessoa
estava trabalhando aqui [no edifício Andrea], como técnico de ar-condicionado,
mas ele não estava. Ele inclusive já foi encontrado [em outro local, não sob os
escombros do edifício]", explica o comandante responsável pela operação.
O edifício Andrea desabou às 10h28 de
terça-feira (15), minutos após uma obra de reparo no condomínio. Um vídeo
obtido mostra um pedreiro destruindo uma coluna antes do colapso da estrutura. Cinco
pessoas aparecem no vídeo, das quais quatro sobrevivem.
Reforma no prédio
O engenheiro técnico apontado em
documento como responsável pela reforma e proprietário da empresa Alpha
Engenharia, José Andreson Gonzaga dos Santos, disse à polícia
que iniciou as obras no prédio no último dia 15 de outubro. No entanto, moradores afirmaram que a reforma começou no
dia 14 de outubro, um dia antes da tragédia.
"Eu ainda reclamei daquele
serviço. O cara descascou todas as colunas. Cinco colunas. Quando ele foi mexer
no pilar principal, deu um 'papoco', os ferros estouraram e o prédio
desceu", afirma Paulo Bezerra Martins, morador do primeiro andar do
edifício Andrea.
Segundo o engenheiro, a obra para
recuperação dos pilares e das vigas do condomínio foi orçada no valor de R$
22.200. Ele afirmou à polícia que os pilares estavam com as ferragens com nível
alto de corrosão. No momento do acidente, Andreson e os funcionários estavam no
condomínio, mas não chegaram a ficar sob os
escombros. G1
CE

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