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| Painel após ato de vandalismo |
Paulo,
que é artista plástico e coordenador da escola EEF Estado da Paraíba, conta que
desde a última quinta-feira (17) vem pintando o painel, que segundo ele contou
com ajuda de seus alunos para idealizar o que seria retratado.
“Estamos
participando de um projeto do GeoPark, com intuito de fazer intervenções em
áreas públicas ou particulares no concurso Geo Terra Mãe, que faz parte de
iniciativa da Unesco. Em frente à escola existe uma praça, e decidimos que essa
intervenção seria feita nela. Reunimos a criançada, mobilizando-os para essa
iniciativa”, diz o artista.
A
ideia de caracterizar as personalidades, de acordo com Paulo, partiu das
crianças. “Eles quiseram homenagear personalidades da sociedade brasileira, que
são destaque na cultura, na política e na literatura, por exemplo. Ficamos de
quinta até sábado fazendo a pintura. Hoje cedo nos deparamos com um dos ícones
do painel totalmente apagado. Sendo ela justamente a de Marielle Franco” afirma
o pintor da obra.
No
painel, além de retratarem a política e socióloga assassinada em março de 2018
no Rio de Janeiro, também foram retratados os bustos do ambientalista e
ativista Chico Mendes, o líder indígena brasileiro Raoni Metuktire, o cantor
pernambucano Luiz Gonzaga, o educador e filósofo Paulo Freire e a recém
beatificada freira baiana Santa Dulce dos Pobres, conhecida também como “Irmã
Dulce”.

Ato de
vandalismo
Segundo
ele, a motivação do ato de vandalismo pode ter sido motivada por Marielle se
tratar de uma figura pública de alcance internacional, do qual representa luta
em prol de minorias sociais e resistência em relação aos diversos tipos de
preconceito, além da constante batalha pela justiça no Brasil.
O
coordenador disse ainda que as crianças ficaram bastante abaladas por conta do
ocorrido. “A reação das crianças foi de espanto e revolta. Algumas delas
choraram, outras ficaram sem saber ou entender o porquê de terem feito isso. A
escola hoje amanheceu com uma sensação de agressão, de violência. Sentimos na
pele isso”, completa.
Ele
diz que o ato feito, mesmo que sendo apenas tido como ato de vandalismo,
representa uma violência moral e física sofrida por todos os alunos e
profissionais da escola. Segundo Paulo, foi feito um boletim de ocorrência
(B.O.) na Delegacia Regional de Polícia do Crato, ainda na manhã desta segunda,
junto a representantes da CREDE 18 e da Secretaria de Educação do Crato.
Fonte:
Site Badalo

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