quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Supremo suspende transferência de Lula para São Paulo


O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analisou, na tarde de hoje (7), o pedido de liberdade do ex-presidente Lula e decidiu por deferir o caso. O presidente Dias Toffoli escolheu o ministro Edson Fachin para ser o relator. Em seu voto, Fachin optou por suspender a transferência de Lula para presídio em SP. Na sequência, ele colocou a decisão para referendo dos demais ministros. Por 10 a 1, o Supremo suspendeu a transferência de Lula para Tremembé e decidiu que ele fica preso em Curitiba, onde está atualmente, até que a Corte julgue o pedido que questiona a atuação de Sérgio Moro no caso dele. O único voto divergente foi o do ministro Marco Aurélio Mello. Lula seria levado ao presídio de Tremembé (SP).

O pedido de liberdade foi apresentado hoje (7) após a juíza Carolina Lebbos determinar a transferência de Lula da Superintendência da Polícia Federal no Paraná para presídio em São Paulo.

Ao apresentar o pedido de liberdade, os advogados de Lula argumentaram que Gilmar Mendes deve analisar o caso porque o ministro foi quem pediu vista (mais tempo para analisar o caso) no julgamento de um outro pedido de liberdade. O gabinete de Gilmar, porém, informou que a decisão cabe a Fachin, relator original do processo.

O ministro, então, pediu a Toffoli para definir a quem cabe a decisão "considerando que o pleito defensivo é expressamente dirigido, na condição de vistor, ao eminente Min. Gilmar Mendes".

Fachin ainda pediu que, se Toffoli entender que cabe a ele analisar o pedido, "que os autos sejam feitos imediatamente conclusos para decisão". "Publique-se. Intime-se. Proceda-se com a urgência que o caso requer", determinou Fachin.

Diário do Nordeste

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