Diante
da redução no quantitativo da vacina antirrábica humana disponibilizada pelo
Ministério da Saúde em todo o país, a Prefeitura de Juazeiro do Norte, através
da Secretaria da Saúde, orienta quanto à necessidade do cumprimento da
aplicação do esquema vacinal de forma racional. Uma vez por mês uma nova remessa da vacina chega ao Município, em média 90 doses. No entanto, a quantidade recebida está sendo menor do que a demanda de procura. Semanalmente são enviadas doses para a UPA e para o Hospital Estephânia.
“A pessoa que sofre o acidente com mordida de animal deve passar no profissional médico para que ele avalie a necessidade de vacina. Diante da restrição do número de doses é feita uma triagem, porque nem todo acidente tem indicação de vacina”, explica a coordenadora de imunização de Juazeiro do Norte, Márcia Rejane.
De acordo com orientações do Ministério da Saúde, os casos em que não há indicação de vacina são aqueles em que o animal que provocou o acidente é passível de observação contínua por no mínimo dez dias, “a não ser que o animal evolua ao óbito, desapareça, ou apresente sinais clínicos”, destaca nota informativa do Ministério.
Acidentes leves, provocados por animais que seja possível a observação, é recomendado lavar o local com água e sabão. O uso do soro e da vacina antirrábica é feito em situações envolvendo morcego ou outros animais silvestres, bem como cães e gatos que não são observáveis.
“Nesse cenário de escassez desse imunobiológico, é imprescindível que o protocolo de profilaxia da raiva humana pós-exposição seja cumprido, visando evitar a falta do insumo para os casos mais graves e que mais necessitam da profilaxia”, reforça a nota informativa do Ministério da Saúde.
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