A
defesa do médico e prefeito afastado de Uruburetama, José Hilson de Paiva, de
70 anos, se prepara para tentar que o homem suspeito de durante anos cometer
crimes sexuais contra pacientes, dentro do consultório, seja solto. A previsão
é que ainda hoje os advogados de Paiva entrem com pedido de habeas corpus com
objetivo de revogar a prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário
cearense na última sexta-feira (19).
Em
entrevista concedida ao Sistema Verdes Mares, o advogado Leandro Vasques
informou que aguarda a chegada de documentos solicitados a serem anexados ao
processo para concluir o habeas corpus. A reportagem apurou que dentre os
documentos solicitados há laudos médicos com objetivo de comprovar que Hilson
tem problemas cardíacos e doença na próstata.
Nesse
sábado (20), durante audiência de custódia realizada na Comarca de Itarema,
Interior do Ceará, a defesa de Paiva tentou prisão domiciliar para o suspeito
com a mesma alegação acerca dos problemas de saúde dele. A Justiça negou e
decidiu manter o prefeito em cárcere na Delegacia de Capturas, em Fortaleza,
sob ressalva que não haviam documentos comprovando as doenças.
Vasques
adiantou que no pedido de soltura irá ressaltar que, mesmo solto, José Hilson
de Paiva não tem como interferir nas investigações, porque os fatos
investigados aconteceram há anos: "ele não tem como interferir na
investigação, até porque os vídeos não tem como ser alterados. Ele vem
colaborando com a investigação. A defesa está empenhada em submeter o preso a
algumas especialidades médicas para comprovar o estado de saúde dele",
destacou o advogado.
Vídeos
Conforme
divulgado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), durante
fala à Polícia, o médico disse que a prática de filmar pacientes no consultório
se tornou um fetiche e depois passou a ser hobby.
A
defesa do médico afirmou que ainda nesta semana irá requerer às autoridades
policiais de Cruz e Uruburetama instauração de investigação para apurar a
autoria do vazamento dos vídeos e subtração do HD que armazenava as imagens
divulgadas pela imprensa. Leandro Vasques destacou o HD com as imagens
desapareceu da casa de José Hilson há, pelo menos, um ano.
Se
for encontrado o responsável pelo vazamento das imagens pode responder
criminalmente com base na 'Lei Carolina Dieckmann'. Em dezembro de 2012, foi
publicada no Diário Oficial da União esta lei que dispõe sobre a tipificação
criminal de delitos informáticos. O nome veio em razão da repercussão do caso
que a atriz teve seu computador invadido e arquivos pessoais subtraídos. Dentre
os arquivos havia fotos íntimas dela que rapidamente se espalharam na web.
A
lei prevê que "invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à
rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e
com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização
expressa ou tácita do titular do dispositivo ou instalar vulnerabilidades para
obter vantagem ilícita". Diário do Nordeste
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