Presentes
ao almoço promovido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para os
comandantes dos três poderes da República, os ministros Onyx Lorenzoni, da Casa Civil,
e Carlos Alberto Santos Cruz,
da Secretaria de Governo, confirmaram que o Governo Bolsonaro está
avançado na proposta de reforma
para a Previdência dos militares. Santos Cruz deu as primeiras
sinalizações sobre o projeto.
Segundo
ele, o projeto de lei a ser enviado ao Congresso para mudar as regras de
aposentadoria de militares tratará de aumento do tempo de serviço, o porcentual de contribuição e taxação de pensionistas.
Santos
Cruz aposta na aprovação da proposta. "Temos que confiar que a Câmara vai
aprovar com aperfeiçoamentos", disse, ao complementar que o governo tem
agido para formatar sua base de apoio no Congresso.
Ele
disse não ter restrições no fato de parlamentares indicarem nomes para
preencher cargos no Governo, o que tem sido reivindicado por deputados.
"Não tem problema nenhum, mas tem que ser com capacidade técnica e
alinhamento", sugeriu.
Prazo
O
ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o Governo cumprirá a
promessa de enviar ao Congresso a proposta dos militares no dia 20 de março.
Parlamentares
cobram o envio do texto para que ele possa ser analisado em conjunto com a
proposta de reforma da Previdência, que já deverá começar a ser discutida nos
próximos dias na CCJ da Câmara.
Poderes
Segundo
Onyx, o encontro de ontem foi uma demonstração de que há diálogo entre os três
Poderes da República. "O Brasil precisa sair do conflito, as autoridades
máximas precisam saber sentar à mesa para conversar. É importante que poderes
possam dialogar porque há um imenso desafio a ser vencido. Governo Bolsonaro
busca o diálogo e o entendimento e esse encontro mostra isso", disse.
Onyx,
no entanto, não especificou a que tipos de conflito se referia e não mencionou
nenhum caso concreto. Nesta semana, muitos parlamentares criticaram a decisão
do STF que decidiu que cabe à Justiça Eleitoral julgar o crime de caixa 2. Isso
foi visto como ataque à Lava Jato.
O
ministro também destacou que o Brasil precisa unir seus melhores talentos
"em busca do reequilíbrio fiscal para que o País volte a crescer".
O
ministro contou que o almoço teve um tom amistoso e nenhuma questão pontual foi
tratada diretamente. Ele lembrou que Bolsonaro viajará para os Estados Unidos
neste domingo, 17, onde se reunirá bilateralmente com o presidente americano
Donald Trump.
"O
presidente vai aos Estados Unidos nesta semana podendo dizer que o Brasil está
em busca de um entendimento entre todos os poderes", reforçou o ministro. Diário do Nordeste

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