Com
a escalada das cotações do petróleo, os preços da gasolina e do
diesel vendidos pela Petrobras dispararam em 2019. Para evitar altas
maiores, segundo analistas, a estatal vem praticando valores abaixo das
cotações internacionais desde o início de março.
Nesta
terça-feira (19), a Petrobras vendeu o litro da gasolina em suas refinarias por
R$ 1,836, 21,5% a mais do que o preço praticado no fim de 2018. É o maior
valor desde o início de novembro do ano passado. Já o diesel subiu
18,5% em 2019.
Nesta
quarta-feira (20) o presidente Jair Bolsonaro escreveu em sua conta no
Twitter que sabe que uma das principais reclamações do brasileiro é
o preço do combustível. “Temos conversado com os ministérios responsáveis para
absorver tal demanda e até poder diversificar”, escreveu. “Lembro que os
estados carrregam consigo enorme responsabilidade na tributação dos
combustíveis.”
Segundo
o consultor Adriano Pires, do CBIE (Centro Brasileiro de
Infraestrutura, os aumentos refletem a alta das cotações do petróleo. A cotação
do petróleo Brent, negociado em Londres e usado como referência internacional,
subiu 26,4% em 2019. Mas vêm em ritmo mais lento do que ocorre no mercado
global, principalmente nas últimas semanas, quando o ritmo de aumento das
cotações internacionais se acelerou, em uma indicação de que a Petrobras está
segurando repasses ao mercado interno.
Em
sua política de preços, implementada em julho de 2017, a Petrobras usa um
conceito chamado paridade de importação, que simula o valor em que a gasolina
do Golfo do México chegaria ao Brasil, incluindo a conversão em reais e custos
de importação.
De
acordo com a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis),
esse valor subiu 13% em março. Já a gasolina da Petrobras teve alta de 9% no
mesmo período. “Vale ressaltar que a variação insuficiente foi sobre uma base
já defasada”, diz a entidade. Folha de
SP
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