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Alguém gritou
"Saiam!", em alerta. Pouco tempo depois, a rua se transformou em rio
de correnteza forte, e os veículos boiaram um atrás do outro, tragados
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Foi
pequeno o intervalo de tempo entre Simone Ribeiro e Carlos Neto, seu sobrinho,
entrando nos carros para removê-los da rua e os veículos sendo levados pela
correnteza do rio Granjeiro na noite desta segunda-feira, 18, durante a
enchente do canal em Crato.
A servidora pública de 52 anos viu com perplexidade o veículo ser tragado por uma forte onda. "Tudo aconteceu muito rápido. Mal chovia e, de uma hora para outra, o canal transbordou. Ninguém esperava", revela Simone com os olhos vermelhos, reflexos da noite em claro.
Ao todo, três carros foram levados pela chuva inesperada. Um Ford Ka vermelho, de Carlos, e um carro branco não identificado foram encontrados no final do canal do rio Granjeiro, quilômetros a frente. Ainda não há sinais do paradeiro do Fiesta prata de Simone.
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“Tudo aconteceu muito rápido. De uma hora para outra o
canal
transbordou”, afirma a moradora atingida Simone Ribeiro
(Foto: Alana
Soares)
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"Corremos para para tentar tirar os carros, mas a água dentro dele já batia na canela", Simone lembra. Alguém gritou "Saiam!", em alerta. Pouco tempo depois, a rua se transformou em rio de correnteza forte, e os veículos boiaram um atrás do outro, tragados.
O medo só não foi maior do que a lembrança da enchente de 2011, quando diversas casas e lojas comerciais foram inundadas, famílias perderam seus pertences e ruas inteiras foram encobertas de lama. "Daquela vez, a água subiu, invadindo a sala, os quartos. Perdemos muita coisa", conta.
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Maria Pereira passou a noite retirando água e lama
de sua
casa, ao lado do canal (Foto: Alana Soares)
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