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Eduardo Bolsonaro participa da comitiva brasileira que
visita os EUA nesta semana. (Foto: Marcelo Camargo)
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O deputado Eduardo Bolsonaro justificou o fato de
os Estados Unidos não oferecerem reciprocidade ao Brasil para isentar turistas
de visto para entrada no país. Segundo ele, há mais brasileiros que passariam
a viver ilegalmente nos EUA com isso. Eduardo, que é
presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, ainda classificou os
imigrantes em situação irregular fora do País como uma "vergonha
nossa".
"Um brasileiro ilegalmente fora do País é um
problema do Brasil, isso é vergonha nossa, para a gente. Um brasileiro que vai
para o exterior e comete qualquer tipo de delito, eu me sinto
envergonhado", afirmou o deputado, ao fim de evento organizado por Steve
Bannon, em Washington, prévio à chegada de Jair Bolsonaro à
capital americana.
Questionado sobre os EUA não oferecerem
reciprocidade ao Brasil na isenção de vistos, Eduardo respondeu: "A
pergunta que eu faço é o seguinte: quantos americanos vão aproveitar essa
brecha e vir morar ilegalmente no Brasil? Agora vamos fazer a pergunta
contrária: se os EUA permitirem que brasileiros entrem lá sem visto, quantos
brasileiros vão para os Estados Unidos, sem visto se passando por turista, e
vão passar a viver ilegalmente aqui?". "Será que estou falando algum
absurdo em dizer que, sem a necessidade de um visto, várias pessoas entrariam
nos EUA de maneira ilegal e ilegalmente permaneceriam lá?
Eu acredito que não", emendou o deputado e filho do presidente.
Ao falar sobre perspectivas do encontro entre Jair
Bolsonaro e o americano Donald Trump, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do
presidente, disse o encontro vai ser "bem descontraído". "Tanto
Trump como Jair Bolsonaro pisam fora do politicamente correto e
isso é algo que atrai muito a simpatia das pessoas e são duas pessoas
carismáticas. Vai ser um encontro bem descontraído, acho que em pouco tempo
eles não se sentir confortáveis e ter uma conversa franca e aberta. E além
disso é uma aproximação que há tempos a gente não via entre os presidentes dos
dois países", disse o deputado.
Ele minimizou o fato de a aproximação com Bannon
gerar ruído no governo americano. Após ser estrategista de Donald Trump, Bannon
foi demitido da Casa Branca e já foi chamado de traidor
por Trump. Estadão

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