Escolas
de todo o país podem ser avaliadas, a partir deste ano, quanto aos conflitos
que ocorrem dentro dos centros de ensino, à segurança e a situações de
intimidação entre alunos. Os critérios estão previstos no Documento de Referência do Sistema de Avaliação da Educação
Básica (Saeb), aplicado nacionalmente pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia ligada ao Ministério
da Educação (MEC). O documento foi elaborado em dezembro de 2018.
O
Saeb reúne avaliações de diversas etapas da educação básica, que vai do ensino
infantil ao médio. As avaliações são diferentes para cada etapa. No ensino
fundamental e médio, os estudantes fazem provas de português e matemática e
alunos, professores e diretores respondem a questionários sobre as condições de
ensino.
As
avaliações compõem, junto com o fluxo escolar, ou seja, a taxa de aprovação dos
estudantes, o principal indicador de qualidade da educação, o Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A
intenção das mudanças é ampliar a avaliação das escolas para além desses
indicadores. "É fundamental ampliar o escopo da avaliação da educação
escolar, dando centralidade a outros aspectos do fazer educacional, além da
aprendizagem dos alunos. Para tanto, faz-se necessário discutir o que a
educação escolar deve prover ao estudante no decurso do seu período escolar
obrigatório; em outras palavras, é preciso elucidar qual é o resultado da
escola", diz o texto.
Pelo
documento, as escolas passarão a ser avaliadas em sete eixos. Contará pontos a
favor da instituição, por exemplo, se os professores são bem remunerados, se
têm acesso à formação continuada e se a escola é dotada de uma boa
infraestrutura.
Entre
os critérios de avaliação, está também o chamado clima escolar, que vai
considerar se houve ou não conflitos nas escolas e situações de intimidação
entre alunos.
A
avaliação levará em consideração os procedimentos empregados pelas escolas para
identificar os problemas de convivência, como violência, bullying,
indisciplina; procedimentos empregados para identificar situações em que
ocorrem desigualdades, discriminações, preconceitos ou tratamento desigual; e
os critérios educativos que a escola utiliza para lidar com alunos que
apresentam comportamentos disruptivos recorrentes. Agência Brasil
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