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| Deputada estadual Dra. Silvana (PR) |
O
projeto de lei Escola sem Partido iniciou a tramitação na Assembleia
Legislativa ontem. A deputada estadual Dra. Silvana (PR) foi a responsável por
reapresentar o projeto, que tem por objetivo informar à população que "a
sua filha e o seu filho têm o direito de não ser doutrinado com o viés político
do professor". "O País e o Estado despertaram que a escola não é
lugar para fazer imposição ideológica", explica ela, que garante ainda que
o Escola sem Partido "é puramente informativo".
Presidente
da comissão de Educação da Casa durante a última legislatura, Dra Silvana
anunciou a retirada do projeto em dezembro durante reunião conjunta das
comissões de Educação e Trabalho e Serviço Público com a presença de membros de
sindicatos de trabalhadores, integrantes de movimentos sociais, professores e
alunos.
A
retirada de pauta, e consequente arquivamento, ocorreu nos últimos dias de
atividade parlamentar em 2018 e pouco tempo após a proposta de mesmo nome ser
arquivada na Câmara Federal, após doze tentativas de votação em comissão
especial da Casa, que influenciou a decisão da deputada.
À
época, Dra. Silvana havia enfatizado que "no primeiro dia" de
legislatura apresentaria o projeto "para tramitar juntinho com o projeto a
nível federal, que é o que interessa".
Agora,
a deputada ressalta que, apesar de apenas ter dado prosseguimento ao projeto
anterior, ela preferiu reapresentar. "Para mim, o importante não é que o
projeto seja aprovado. O objetivo é que ele esteja em pauta. (...) Quando eu
digo que tanto faz ser aprovado ou não, (é porque) eu quero é que a população
pense, reflita. Eu quero é poder apresentar o projeto todo mês", afirma a
deputada.
Ainda
não foi definido quem irá ocupar a presidência da comissão de Educação na
Assembleia, onde a proposta deve ser discutida. Dra Silvana garantiu que não
irá tentar repetir o mandato como presidente, preferindo a Comissão de Saúde.
Acrísio
Sena (PT), que pleiteia assumir a comissão de Educação, caracterizou o projeto
como "aberração pedagógica e educacional". "Essa proposição é uma
proposição medieval que volta à era das trevas no processo de educação e induz
um processo de perseguição e de policiamento sobre o principal fator da
educação: o professor", criticou o petista. O Povo

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