Nova Russas foi um dos municípios afetados pela seca.
Lá,
ocorreram perdas financeiras, agrícolas, ambientais
e no rebanho de animais. (Foto: Kid Júnior)
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A
seca castiga o Estado há, pelo menos, seis anos. Por conta disso, 176 dos 184 municípios cearenses
(o equivalente a 95%) encararam algum tipo de perda ocasionada pela estiagem
no quadriênio
2013-2016, segundo dados da Pesquisa de Informações Básicas
Municipais (Munic)
2017, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) e divulgada nesta quinta-feira (5). Apenas três cidades afirmaram que
não passaram por seca e outras cinco não responderam.
Os
principais prejuízos ocorreram na produção
agrícola, acometendo 172 municípios, ou 93,4% do total. A
segunda maior perda das cidades cearenses foi financeira, afetando a economia
de 163 municípios (88,6%). Em terceiro, vieram as perdas de animais, ocorrendo em
148 municípios (80%).
As
perdas ambientais vêm
em seguida, acometendo 142 cidades; inclusive, 57 delas afirmaram que houve o
surgimento ou o aumento da área de
desertificação. Além disso, 58 disseram que a concentração
de poluentes
na água aumentou, exigindo a ampliação na captação e no
tratamento do recurso.
Questionadas
no ano passado pela equipe do IBGE, 180 gestões municipais confirmaram a seca
em seus territórios. Apenas Fortaleza,
Eusébio e Guaramiranga negaram a ocorrência dela. A cidade
de Pacoti,
na região de Baturité, informou não saber da ocorrência do fenômeno.
Para
a maioria dos 180 municípios que confirmaram, o pior ano do quadriênio
foi 2016.
Entretanto, apesar do problema histórico, apenas 41 cidades, ou 22% do total,
afirmaram possuir Plano de
Contingência e/ou Preservação para a seca.
Inundações
Na
contramão da seca, o estudo também mostra que apenas 16 cidades cearenses
registraram alagamentos,
nos últimos quatro anos. Já inundações foram
informadas em apenas oito: Coreaú, Crato, Fortaleza, Groaíras, Itaitinga,
Juazeiro do Norte, Pacatuba e Pindoretama. Nove também notaram deslizamentos em seu
território.
A
Munic 2017 revela ainda que, embora 45 cidades tenham mapeamento das áreas de risco em
casos de inundações, apenas 18 possuem Plano Municipal de Redução de Riscos.
Além disso, 22 cidades não estabeleceram Coordenadorias Municipais de Defesa
Civil (COMDECs). Fonte: Diário do Nordeste
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