terça-feira, 6 de março de 2018

Lúcio deixa as ações político-partidárias



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Lúcio Alcântara, ao longo dos últimos 40 anos, ocupou quase todos os cargos eletivos nas esferas do Legislativo nacional e Executivo no CE ( FOTO: SAULO ROBERTO )
O ex-governador Lúcio Alcântara deixa a vida político-partidária, após algumas décadas exercendo vários mandatos no Legislativo e no Executivo. Sua última atividade, após ter deixado o Governo, foi presidir o Partido da República. Ele passa a atuar nos meios intelectuais, mas afirma que não deixará de ser político, nem de ter posições políticas.
Lúcio Alcântara, que completa 75 anos em maio próximo, entende ter concluído a sua missão de dirigente partidário. Conforme o Diário do Nordeste adiantou, ainda em dezembro do ano passado, o ex-governador deu sinais de que não queria mais estar à frente do Partido do República, quando ofereceu para o deputado estadual Capitão Wagner (ainda no PR) o comando da agremiação, a fim de que este permanecesse na legenda. O Capitão já estava com o propósito de deixar a agremiação.
Em janeiro, Lúcio decidiu deixar de vez a presidência da sigla republicana e ofereceu o comando do partido a Roberto Pessoa. No entanto, como Gorete Pereira estava alinhada ao Governo do Estado, Camilo Santana, ao qual o PR fazia oposição, deu-se início a uma disputa interna pelo comando do partido, resultando na vitória da parlamentar.
Mandatos
Totalmente envolvida com a base de Camilo Santana, Gorete Pereira disse, inclusive, que quer a ajuda de Camilo para reorganizar o grêmio. Na semana passada, Lúcio esteve em Brasília, junto com Roberto Pessoa, onde procurou dialogar com dirigentes de algumas legendas, no intuito de realizar o ingresso de seus correligionários.
As conversas não avançaram e o ex-governador retornou para a Capital cearense com uma única certeza: a de que não era mais presidente do PR do Ceará e que em breve se desfiliará da sigla, restando apenas realizar alguns ajustes burocráticos para sua saída definitiva.
"Há cerca de um mês anunciei que pretendia deixar a presidência do PR no Estado por considerar concluída minha missão de dirigente partidário. Quinta-feira passada o anúncio se efetivou. O próximo passo é a desfiliação do partido", disse ele em uma rede social.
Dentre as pessoas que se solidarizaram com o dirigente estava o executivo e apontado como um dos pré-candidatos do PSDB para o pleito deste ano, Geraldo Luciano. "Perde muito o Ceará com o afastamento do Dr. Lúcio da vida pública", afirmou.
Lúcio, ao longo dos 40 anos de vida pública, exerceu o mandato de prefeito de Fortaleza, na época que o chefe do Executivo municipal era indicado pelo governador do Estado, no período revolucionário; foi secretário de Estado em mais de uma oportunidade, deputado federal, senador, vice-governador e governador do Estado, este o seu último mandato eletivo.
Questionado sobre os próximos passos a serem dados a partir de agora, Lúcio Alcântara destacou que não deseja mais exercer atividade de gestão partidária, mas afirmou que não deixará a política. Sobre o grupo político do qual outrora fez parte como correligionário partidário, ele ressaltou que não tem acompanhado as conversas entre seus colegas e que vai aguardar o resultado do diálogo entre Capitão Wagner, Roberto Pessoa, Fernanda Pessoa e o prefeito de Maracanaú, Firmo Camurça.
"Cada um deve responder por si, mas é certo que todos vão sair. Eu não sei qual o destino deles, porque não tem decisão sobre isso", afirmou. Sobre a relação política e pessoal com Gorete Pereira, Lúcio Alcântara afirmou que, do ponto de vista político não há qualquer entendimento, mas não tem qualquer aversão à ex-colega de partido. "Ela tomou uma decisão, porque seu objetivo era levar o partido para integrar a base".

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