segunda-feira, 5 de março de 2018

Guaramiranga ganha mais uma Reserva de Patrimônio Natural

ÁREA DO SÍTIO LAGOA, em Guaramiranga, uma Reserva Particular de Patrimônio Natural. No detalhe, Antônio Eugênio Gadelha, que administra o sítio da família: orgulho do trabalho realizado FOTO FÁBIO LIMA
ÁREA DO SÍTIO LAGOA, em Guaramiranga, uma Reserva Particular de Patrimônio Natural. No detalhe, Antônio Eugênio Gadelha, que administra o sítio da família: orgulho do trabalho realizado FOTO FÁBIO LIMA
A percepção da importância da preservação dos recursos naturais veio com o tempo. A partir do entendimento de que a vida na região da serra de Guaramiranga dependia do equilíbrio da biodiversidade local. A experiência de Antônio Eugênio Gadelha em uma cooperativa de cafeicultores ecológicos implantou nele “os conceitos e os novos paradigmas de uma agricultura sustentável”. Surgiu então a ideia de cuidar da preservação perene da floresta local, onde desde meados de 1960 já era proibido pela família de Eugênio qualquer cultivo e derrubada de matas. Desde 31 de janeiro, parte da floresta da região compreende a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sítio Lagoa.
A reserva com 70 hectares de extensão é, até agora, a última do tipo criada em território cearense. Considerada uma alternativa para ampliação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), as RPPNs integram a sociedade civil e o poder público na busca pela preservação dos biomas brasileiros. O Ceará tem 35 unidades de proteção do tipo, que asseguram a diversidade biológica sem tirar do proprietário a titularidade do imóvel.
“Conhecemos bem essa área de floresta e percebemos sua importância para o clima da região. Como proprietários precisávamos cuidar da sua preservação. Mantendo a floresta, as encostas estarão protegidas das erosões dos ventos e das chuvas, e o equilíbrio das condições hídricas continuarão beneficiando o clima da serra”, justifica o engenheiro químico aposentado.
A intenção de tornar parte da propriedade da família uma reserva de proteção natural perpétua, segundo ele, permite a continuidade de um processo de vida. “É gratificante saber que naquele espaço existe uma comunidade de árvores, que juntamente com os seres vivos que habitam o solo, pássaros e variadas espécimes de animais, convivem em intenso processo de troca com os materiais inanimados (minerais do solo), criando as condições necessárias para a permanência da vida naquela região”, orgulha-se.

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