Quixadá. Às vésperas de completar 10 anos de atividades, o campus da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Quixadá pretende comemorar a data com a liberação de recursos federais para a implantação de um Centro de Pesquisa de Desenvolvimento da Inovação (PDI). Conforme o diretor do campus, Davi Romero de Vasconcelos, nesses Centros funcionam laboratórios de Tecnologia da Informação (TI), onde são criados programas e desenvolvidas tecnologias de informática para diversas finalidades.
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No momento, aguarda-se a liberação, por parte do governo federal, dos recursos, já inclusos no orçamento da UFC. Apesar da crise econômica enfrentada pelo País, o investimento terá retorno garantido em um curto período. Empresas âncora de TI estão interessadas no projeto. Liberado o recurso financeiro ainda este ano, em 2018 os primeiros resultados já estarão se concretizando.
O valor do investimento é de R$ 4 milhões. Quando estiver concluído, será a oportunidade para 306 profissionais da área de TI trabalharem simultaneamente, incluindo acadêmicos em formação, engenheiros de software, programadores e empresas do ramo. Aberto ao público, o espaço poderá ser utilizado por jovens empreendedores na criação e desenvolvimento das suas startups.
Renda
Com o funcionamento do Centro de Inovação, estima-se uma renda salarial anual de R$ 12 milhões. O Polo se tornará o Vale do Silício brasileiro, avalia o diretor com mestrado e doutorado em Ciência da Computação.
Quando começou a funcionar, em setembro de 2007, o campus da UFC oferecia apenas o curso de Sistemas da Informação. Hoje conta com outras cinco especializações nessa área, sendo elas Engenharia de Software, Redes de Computadores, Ciência da Computação, Engenharia de Computação e Designer Digital, com 900 universitários de todos os cantos do Ceará e até de outros estados, matriculados regularmente. Profissionais para esse mercado de trabalho não faltarão, ressalta o diretor da UFC em Quixadá.
O tema foi debatido no Circuito InfoBrasil, realizado na cidade no início de junho de 2014, sobre o Desenvolvimento Tecnológico do Polo de TI do Sertão Central. O Encontro foi coordenado pela presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Ceará, deputada Rachel Marques e pela presidente do I3D, Marluce Aires.
Na ocasião o empresário Rafael Diógenes, diretor do Sistema Assespro-Seitac, que representa mais de 600 empresas de TI, destacou que esse mercado representa 7% do PIB brasileiro, uma média sete vezes maior do que no Ceará, onde a TI representa apenas 1% da receita. Na avaliação dele, há um mercado a ser desbravado, o do Vale dos Monólitos, como o polo tecnológico foi denominado, onde será possível prestar serviços para qualquer lugar do mundo.
Empresas
O Vale do Silício, na Califórnia, é uma região dos Estados Unidos onde está situado um conjunto de empresas implantadas com o objetivo de gerar inovações científicas e tecnológicas. Criadas a partir da década de 1950, essas empresas passaram a se destacar na produção de circuitos eletrônicos, na eletrônica e informática. O Vale abrange várias cidades do estado norte-americano situado no sul da baía de São Francisco.
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