Ubajara,Ibiapaba-CE; peças e acessórios de motocicletas foram apreendidos, durante a prisão da comerciante, que negociava consórcios em Ubajara (Foto: Antônio Carlos/Ubajara Notícias).
Ubajara- Após receber denúncias de moradores, que renderam diversos Boletins de Ocorrência, e com um mandado de busca e apreensão em mãos, uma equipe da Polícia Civil de Ubajara prendeu, nesta sexta-feira,10, na sede do município, a comerciante Maria do Socorro Mousinho, proprietária de uma loja de motos na cidade. De acordo com denúncias das supostas vítimas, a comerciante é suspeita de enganar mais de 100 clientes em consórcios fraudulentos. Segundo levantamento da Polícia, os clientes pagavam os boletos de consórcios de motocicletas, mas quando eram sorteados, não recebiam o veículo, nem mesmo qualquer quantia em dinheiro.
Apreensão
Contra Maria do Socorro pesam diversas denúncias coletivas e individuais. Ela recebeu voz de prisão na casa de sua mãe, onde a comerciante mantinha guardados, de forma ilegal, para a Polícia, cerca de R$ 200 mil em peças e acessórios de motocicletas. Por ordem judicial, Socorro Mousinho segue em prisão domiciliar, alegando questões de saúde. As peças apreendidas foram encaminhadas ao Fórum de Justiça de Ubajara.
Ubajara, Ibiapaba-CE; todo o material apreendido foi levado ao Fórum de Justiça de Ubajara.
O mandado de busca e apreensão, expedido pelo juiz da Comarca de Ubajara, Alisson do Vale Simeão, se estendeu à loja, à casa da empresária, e a residência de sua mãe. Ao chegar à loja, os policiais encontraram o estabelecimento vazio, sendo os produtos encontrados amontoados num dos cômodos da casa da mãe da acusada. Ainda, de acordo com depoimentos dos consorciados, a comerciante continuou recebendo normalmente o pagamento de boletos, até o final da semana passada.
Ubajara, Ibiapaba-CE; a comerciante do ramo de motocicletas, Maria do Socorro Mousinho, é acusada de estelionato em consórcios fraudulentos.
Estelionato
De acordo com o delegado Rubani Pontes Filho, à frente do caso, inicialmente, duas sócias eram responsáveis pelos trabalhos. “Elas faziam grupos do consórcio. As pessoas davam o dinheiro, e as acusadas entregavam as motos. A vítima pagava as parcelas durante 48 meses. Num sorteio, se a pessoa tivesse pago apenas um mês e fosse contemplada, o grupo custeava o restante das parcelas. Há cerca de dois anos, as duas mulheres romperam a sociedade, e o consórcio foi ficando sem grupos novos e sem dinheiro para honrar os antigos antigos”, explicou o delegado. Maria do Socorro Mousinho, que responderá à Justiça por estelionato, ainda será ouvida pela Polícia.
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