Logo após a visita do ministro da Saúde, Ricardo Barros, aos dois dos maiores hospitais de Fortaleza, ontem - Instituto José Frota (IJF) e o Hospital Geral de Fortaleza (HGF)-, o governador Camilo Santana alfinetou os repasses federais na área da saúde ao Estado. "No final da visita, estivemos reunidos na Fiec, quando apresentei ao ministro os crescentes gastos do Estado do Ceará com a área da saúde pública e a necessidade de equilibrar o repasse de recursos pelo Governo Federal, completamente injusto em relação a outros estados", postou em sua página nas redes sociais.
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Barros anunciou ontem que a Pasta vai continuar "avaliando os novos pedidos de serviços e de ampliação de serviços de alta e média complexidade" para as unidades públicas. O gestor anunciou R$239,1 milhões, conforme adiantou o Diário do Nordeste na edição de ontem, destinados à Saúde do Ceará, em evento com prefeitos e secretários, no Auditório Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).
O montante de R$179,8 milhões são de emendas parlamentares e R$59,2 milhões/ano para custeio de 264 serviços de Saúde que estavam funcionando sem contrapartida federal.
O titular da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), Henrique Javi, engrossou o discurso de que é preciso ainda mais recursos. Javi ponderou que as grandes estruturas da rede pública de Saúde, como o IJF e HGF, funcionam com recursos próprios do Município e Estado. "Ficamos super felizes com o anúncio desses recursos. Mas sabendo que no nosso caso são R$ 57 milhões de custeio fixo anual, o que dá menos de R$ 5 milhões mensalmente. Só pra ter ideia, o custo do Hospital Geral é de R$320 milhões por ano. Precisamos galgar muita coisa ainda".
Emendas
O governador explicou que a maioria desses recursos são de emendas parlamentares já definidas. Não serão para criação de novos leitos e sim manutenção dos serviços que já existem.
Já o prefeito Roberto Claudio, que aproveitou a visita às obras do IJF 2 para anunciar a entrega do anexo no primeiro semestre de 2017, afirmou que as notícias são boas. "São verbas de custeio para o Hospital da Mulher e também recursos federais novos para urgência e emergência".
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