sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Campanha alerta sobre alterações suspeitas nas mamas


Com o objetivo de enfatizar a  importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atenta às alterações suspeitas de câncer, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em parceria com o Ministério da Saúde lançou neste mês uma ação de conscientização contra o câncer de mama. Segundo pesquisa inédita do Instituto, na maior parte dos casos, são as próprias mulheres que identificam os sinais e sintomas do tumor nas mamas, inclusive em estágio inicial e intermediário, quando as chances de sobrevida são maiores.
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas percebidos pelas mulheres foram: nódulo ou caroço (89,6%), dor na mama (20,9%), alterações na pele da mama (7,1%), alterações no mamilo (2,6%), saída de secreção pelo mamilo (5,6%) e alteração no formato da mama (3,7%). Algumas das entrevistadas relataram mais de um sinal ou sintoma.
O estudo mostra que, mesmo nos casos em que a doença está em fase inicial, é possível perceber uma pequena alteração, uma mensagem do corpo, que faz com que a mulher atenta procure ajuda profissional o mais rápido possível.
Campanha
A ação “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?" busca divulgar a recomendação do Ministério da Saúde para que todas as mulheres de 50 a 69 anos, mesmo as que não apresentam quaisquer sintomas (assintomáticas), realizem uma mamografia a cada dois anos.
A campanha também pretende esclarecer os benefícios e malefícios da realização da mamografia. Enquanto os benefícios na detecção precoce são amplamente conhecidos, os malefícios são pouco divulgados.
Entre os principais malefícios estão o resultado falso positivo (resultado incorreto que aponta o câncer quando não há), resultado falso negativo (que pode levar a mulher a ignorar os sinais da doença), o sobrediagnóstico (detecção de um tumor que não ameaçaria a vida da mulher) e osobretratamento (por exemplo, cirurgia para retirada da mama sem necessidade), além da exposição à radiação durante o exame, que representa um fator de risco para o desenvolvimento do câncer.
Autoexame
“É importante que a mulher conheça desde sempre suas mamas, ou seja, desde jovem não deve ter vergonha de apalpar suas mamas em diferentes momentos para reconhecer as variações naturais que ocorrem com seu corpo,” afirma Beatriz Kneipp, da Divisão de Detecção Precoce e Apoio a Organização de Rede do INCA. 

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