Canindé. O vaqueiro é uma das mais expressivas representatividades do sertão. Com o tradicional gibão e o colete de couro, ele chega montado a cavalo e desperta sempre uma nostalgia, nos propondo um resgate das raízes cearense. Foi exatamente com a finalidade de não deixar morrer a cultura do vaqueiro que Romildo Rocha organizou uma festa em 2007. O que era para ser apenas uma reunião da comunidade vaqueira local, cresceu, ganhou ares de mega festa e este ano chega a sua décima edição.
Os preparativos da “Pega do Boi no Mato”, como é chamado o evento, já começaram. A festa acontece no próximo dia 31 de julho, com a promessa de reunir cerca de 150 vaqueiros deste Município e de regiões vizinhas dispostos a participar de uma competição nada fácil: montados a cavalo, eles devem se embrenhar entre os galhos da vegetação seca a procura de um boi arisco que deve ser solto. Quem conseguir pegar, leva o animal pra casa.
A premiação pode até ser simbólica, mas a tradição remete aos tempos antigos da cultura nordestina, e segundo Romildo Rocha, é o que tem atraído um grande público. “É uma coisa linda de se ver e que els gostam de fazer, de competir porque é o que era feito antigamente. Nossa intenção é tornar sempre viva esse hábito e essa cultura”, disse.
Na edição deste ano os organizadores preparam uma festa aberta ao público, com grandes atrações musicais como Amado Edilson. A festa é gratuita e ocorre na Fazenda Pedro Rocha-Cachoeira dos Lesses, há cerca de 10 km de distância da sede do Município. “Estamos com uma boa expectativa de reunir cerca de cinco a oito mil pessoas, no geral”, conta Romildo.
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