Chegando apenas a, aproximadamente, 34% da população total dos municípios localizados no Semiárido Cearense, apesar de abranger 68 das 150 localidades indicadas na pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional do Semiárido, os números são explicados pelo coordenador do Mestrado em Tecnologia e Gestão Ambiental do Instituto Federal do Ceará (IFCE) e professor do curso de graduação de Saneamento Ambiental do instituto, Adeildo Cabral da Silva.
O especialista ressalta que o plano que se refere à água, esgoto, resíduo sólido e drenagem urbana, denominado como Plano de Saneamento Básico, só está presente em 50 municípios de todo o Ceará. O início de uma melhoria no cenário está diretamente ligado à necessidade de traçar metas e definir ações a serem executadas em cada espaço, garantiu.
"Todos os municípios precisam de planos de saneamento, seria a melhor forma de atendermos a essa demanda. A universalização do saneamento básico está prevista em lei, mas falta recurso para investir e falta uma maior ação técnica. É preciso haver metas a curto, médio e longo prazo. Também há o problema de resíduos sólidos, principalmente na zona rural, onde há carência de água", ressaltou.
Da Adeildo Cabral da Silva garante que parte da dificuldade em levar o saneamento básico às residências se deve à resistência imposta pela população. Devido ao acréscimo de um valor na cobrança, muitos moradores optam por não ter rede de esgotamento sanitário. É comum vermos isso onde há rede coletora.
Cagece
Procurada pela reportagem para comentar os números da pesquisa, na tarde de ontem, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) afirmou que não haveria tempo hábil para responder às perguntas. (Colaborou Emanoela Campelo)
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