Um operação realizada nesta quinta-feira, 7, pela equipe da Policia Civil de Quixeramobim (211km de Fortaleza) culminou com a prisão de um homem suspeito de clonar cartões em agências bancárias do Interior do Estado. Antonio Evaldo Carlos da Silva, 42 anos, foi flagrado pelos policiais dentro da agência do Banco do Brasil desta cidade do Centro do Estado. Em poder dele foram encontrados 31 cartões, já clonados, e um “chupa-cabras”, como são conhecidos os aparelhos utilizados pelos criminosos para captar os dados eletrônicos dos cartões magnéticos e clonar cartões de crédito e bancários.
Os policiais ficaram surpresos com a estratégia utilizada pelo estelionatário para conseguir retirar o dinheiro dos correntistas nos caixas eletrônicos. Ele possuía um “chupa-cabras” portátil. Mantinha o equipamento em uma das mãos e quando via alguém com dificuldade para utilizar um dos terminais de autoatendimento do banco se oferecia para ajudar. Com habilidade, no curto momento que tinha acesso ao cartão, o passava na máquina e gravava os dados.
Mesmo com constantes orientações para não aceitarem a ajuda de estranhos, diante da necessidade e da pressa, as vítimas acabam pedindo a um desconhecido para auxiliá-las, e nesses momentos os criminosos se aproveitam. Já com os dados armazenados no “chupa-cabras” portátil, o passo seguinte era a senha. Para não levantar suspeitas, ele memorizava os registros de até cinco cartões. Em seguida saia do banco, ia até o hotel, anotava os números e completava o processo de clonagem com um gravador de dados e um programa instalado num notebook, explicou o delegado Salviano de Pádua.
No quarto do hotel onde Antonio Evaldo estava hospedado desde o dia anterior os inspetores da Polícia Civil, Rodrigo da Silva e Luciano Agostinho, encontraram o resto dos equipamentos, ainda 16 cartões, prontos para serem utilizados nas clonagens e R$ 2.246,00 valor apurado no dia seguinte no mesmo banco. “Ele confessou que conseguia roubar diariamente de R$ 2 mil a R$ 3 mil, mas dessa vez o esquema foi desvendado, parte do dinheiro recuperado e o estelionatário preso. Ele é natural de Novo Oriente, conhecida como a terra dos “cartãozeiros”, acrescentou o delegado.
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