quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Crise na saúde fecha hospitais infantis e psiquiátricos em todo o País

O congelamento no valor dos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS), apontado como principal fator da crise em todo o País, tem levado ao fechamento de hospitais infantis e psiquiátricos, é o que denuncia o presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Luiz Aramicy Pinto. Ele viajou nesta quarta-feira (13) de Fortaleza para Brasília a fim de discutir o assunto em audiência com o ministro da Saúde, Marcelo Costa e Castro.
“É um problema crônico do Ministério da Saúde e tudo é uma questão de remuneração, de financiamento, dessas especialidades e que não estamos encontrando uma decisão política de quem senta na cadeira de ministro pra resolver esse problema que vem prejudicando demais a população que necessita desse serviço”, criticou Aramicy Pinto. 
Segundo ele, os custos dos procedimentos repassados pelo SUS estão congelados há 12 anos. “É impossível prestar um serviço à saúde pública nos valores que são apresentados”, destacou. “O governo tem, pela constituição, essa obrigação, porque a saúde é direito de todos e dever do Estado”, acrescentou.O presidente da federação, contudo, reconheceu avançou do sistema de saúde. “O que nós estamos vendo é que o SUS melhorou em muitos aspectos mas em outros é um verdadeiro desastre”, afirma.
A reunião no Ministério da Saúde teria sido motivada após duas grandes maternidades fecharem as portas na última semana. “Na audiência, “vamos mais uma vez colocar esse assunto, esperando ver se a gente tem uma condição de nesse ano de 2016 melhorar alguma coisa nessa área”, disse  Aramicy Pinto.
No Ceará, conforme o presidente da FBH, há apenas dois hospitais infantis que atendem pelo SUS: o Albert Sabin, mantido pelo governo estadual e a que é estadual, e a Sociedade de Assistência e Proteção à Infância de Fortaleza (Sopai), uma instituição filantrópica. Mesmo considerando atendimentos particulares ou por plano de saúde, há apenas mais dois hospitais especializados para crianças. “É muito pouco para Fortaleza, quanto mais para o Estado”, ressaltou.  

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