sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Postos terão mudanças na oferta de vacinas

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O calendário de vacinação em Fortaleza, assim como em todo o Brasil, passará por mudanças. Em consonância com o Ministério da Saúde, os esquemas de imunizações contra a hepatite A e B, poliomielite, pneumocócica 10 valente, menigocócica C e Papiloma Vírus Humano (HPV) terão alterações. Elas passarão a vigorar a partir de janeiro em todos as unidades da Capital.
De acordo com o próprio Ministério, as medidas, validadas por estudos do Comitê Técnico de Imunizações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) visam otimizar a utilização das doses, reduzir perdas, gerar economia de recursos e ampliar acesso. "Nada foi feito sem se avaliar evidências científicas que reforçaram a sua aprovação", aponta a coordenadora de Imunização da SMS, Vanessa Soldatelli.
A vacina contra a hepatite B, atualmente oferecida apenas para pessoas com até 49 anos, estará disponível para todas as faixas etárias, independentemente da situação de vulnerabilidade. A medida, explica, visa à expectativa e à qualidade de vida da população, principalmente entre os idosos, cujo aumento da atividade sexual acarreta complicações com as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
Já a contra a poliomielite deixa de ter esquema sequencial e passa a ocorrer aos dois, quatro e seis meses, com o chamado vírus inativo e sem nenhum risco para a saúde da criança. Os reforços continuam aos 15 meses e quatro anos. Além disso, adianta Vanessa, com o desarraigamento do tipo 3 no mundo, a medicação oral passa a ser bivalente. "Isso ocorrerá em agosto do próximo ano e está em conformidade com as recomendações do Plano Global de Erradicação da doença até 2018", afirma.
Outra que também terá novidades é a que protege contra Papiloma Vírus Humano (HPV). O esquema vacinal deixa de ser em três para ser de duas porções para meninas de nove a 13 anos de idade. Após a aplicação da primeira parcela, é ministrada uma segunda após seis meses.
A administração da substância contra a hepatite A, que atualmente é ofertada aos 12 meses, passa a ser indicada aos 15 meses de vida das crianças. Para a vacina pneumocócica, o esquema básico terá redução no número de frações, com a aplicação sendo realizada com dois e quatro meses, seguido do reforço com um ano, podendo ainda ocorrer até os quatro anos. "Quem nunca tomou, poderá fazê-lo até essa idade", frisa.
Já a vacina menigocócica C continua a ser aplicada aos três e cinco meses, e o reforço será administrado aos 12 meses.
Benefícios
As mudanças foram bem recebidas pelos médicos em geral e, em particular, infectologistas. Um deles, Anastácio Queiroz, avalia que tudo foi feito baseado na epidemiologia e que a atualização traz benefícios para todos. "O importante é otimizar a utilização das frações, a fim de se assegurar que a população tenha acesso às vacinas e nada falte nos postos", diz.
No entanto, ele defende no caso do HPV que a idade seja ampliada para até 15 anos. "Acredito que, por economia, o Ministério não defina isso". Sobre o assunto, Vanessa Soldatelli explica que, quanto menor a faixa etária, maior é a eficácia da vacina. "Nesse ponto, a cobertura está adequada, segundo o que preconiza a Organização Mundial de Saúde".

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