domingo, 13 de dezembro de 2015

Livro recomenda uso de novas tecnologias para a agricultura

Geraldo Barreto e Osanir Godoy autografaram a primeira edição ( Foto: Elizângela Santos )
Brasília. O livro "Caminhos para a Agricultura Sustentável", com princípios conservacionistas para o pequeno produtor rural, dos engenheiros agrônomos, Geraldo Barreto e Osanir Godoy, foi lançado, nesta semana, no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília. O trabalho desenvolvido no Cariri ganha destaque em proporcionar técnicas acessíveis para manutenção solo, com rotatividade de culturas, diversificação, entre outros fatores.
O trabalho foi desenvolvido na região, em assentamentos, como o 10 de Abril, em Crato; e a Casa de Pedra, em Exu (Pernambuco), e com produtores da agricultura familiar.
Com o objetivo de levar uma prática simples de técnicas de conservação do solo, o trabalho, apoiado pelo Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), vem sendo difundido na região, por meio da Fundação para o Desenvolvimento Sustentável do Araripe.
O secretário-geral da instituição, Pierre Gervaiseau, destacou, durante o lançamento, a atuação da entidade em diversos campos, propiciando alternativas de melhorias de vida com caráter de sustentabilidade para a área da Bacia do Araripe.
Pierre Gervaiseau ressaltou os avanços, em diversos planos, inclusive com apoios importantes, como o do MMA. Além disso, destacou a questão das desigualdades sociais que devem ser reduzidas, e que se torna importante participar dos esforços para a minimizá-las, notadamente na agricultura familiar e nos assentamentos agrários.
Custos
Como forma de chamar a atenção para a realidade de utilização do solo no Planeta, e inclusive o melhor aproveitamento e conservação, por meio de uma agricultura instrumentaliza com material de baixo custo e simples de ser elaborado, o livro contou com um momento especial, por conta do Dia Internacional do Solo. O representante Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), Alan Bojamil lançou, na ocasião, o Mapa Mundial do Solo, a partir de relatório lançado em Roma, destacando a preocupação com o empobrecimento das terras para o cultivo em diversas partes do mundo.
O livro, lançado como referência, tem o objetivo de colaborar para a preservação do meio ambiente, procura difundir boas práticas para uma convivência sustentável com a semiaridez, na promoção da segurança hídrica, alimentar, energética e conservação das paisagens.
Compreensão
Os autores destacam a importância de se adotar técnicas acessíveis de conservação do solo, já que a agricultura familiar e assentamentos rurais são responsáveis por 70% do abastecimento de gêneros alimentícios no Brasil, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Os pesquisadores documentaram, passo a passo, o processo de montagens das técnicas, registrando o trabalho, além dos equipamentos utilizados, como o clinômetro, nivelador de alvo, uso de curva de nível e barramento base zero. São formas de desenvolver ações, com menores custos, que propiciem condições para a agricultura, o solo e a produção de alimentos.
Para o diretor de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, o livro é resultado de um trabalho prático. A parceria da Fundação Araripe com o MMA vem possibilitar a difusão desse conhecimento. "Essa publicação está sendo lançada como uma ferramenta que veio de uma consolidação de uma formação, que a entidade começou há 10 anos", afirmou.

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