O diretor do Centro de Humanidades da Universidade Estadual do Ceará (Uece) acionou a Polícia Militar durante protesto de alunos do curso de Filosofia no final da manhã da última quinta-feira (3). A discussão teve fim no 4º Distrito Policial (Pio XII), depois que dois alunos e o próprio diretor, Eduardo Triandópolis, acabaram feridos com um prego e foram à delegacia prestar queixas e depoimentos. Um inquérido toi aberto no 4º DP, e o diretor registrou Boletim de Ocorrência.
De acordo com o coordenador e representante do colegiado do Curso de Filosofia da Uece, João Emiliano Fortaleza de Aquino, os alunos não foram conduzidos ao 4º DP pela Polícia, mas foram de maneira espontânea para darem mais esclarecimentos sobre o conflito. Segundo ele, para incriminar os estudantes, o diretor forjou o próprio ferimento após a discussão com os alunos, que foi motivada pelademissão de dois professores substitutosque prestaram apoio político aos alunos durante uma manifestação anterior.
Um vídeo foi registrado e publicado nas redes sociais por uma aluna. Nas imagens, é possível perceber que os policiais militares fizeram uma espécie de escolta do diretor no momento em que ele deixava a institução. chefe de gabinete da Reitoria da Uece, Josete Castelo Branco Sales, afirmou que é fato que o diretor do Centro de Humanidades esteve na delegacia, mas ressaltou que não houve detenção e que as pessoas foram por meios próprios até o 4º DP com o objetivo de esclarecer a confusão. Entretanto, a Reitoria não foi informada sobre os desdobramentos do episódio, e só irá se pronunciar na medida que receber alguma solicitação por parte do Centro de Humanidades.
Um vídeo foi registrado e publicado nas redes sociais por uma aluna. Nas imagens, é possível perceber que os policiais militares fizeram uma espécie de escolta do diretor no momento em que ele deixava a institução. chefe de gabinete da Reitoria da Uece, Josete Castelo Branco Sales, afirmou que é fato que o diretor do Centro de Humanidades esteve na delegacia, mas ressaltou que não houve detenção e que as pessoas foram por meios próprios até o 4º DP com o objetivo de esclarecer a confusão. Entretanto, a Reitoria não foi informada sobre os desdobramentos do episódio, e só irá se pronunciar na medida que receber alguma solicitação por parte do Centro de Humanidades.
Sobre os professores afastados, o coordenador João Aquino explicou que os dois, "que são muito queridos pelos alunos e competentes, receberam o afastamento sem sequer saberem o conteúdo do processo, sem nem conhecerem previamente a existência o conteúdo da acusação", disse. Ele esclareceu, ainda, que Eduardo Triandópolis foi transferido temporariamente para o Campus do Itaperi pelo Conselho do Centro (Concen), que deliberou a mudança no último dia 8 de novembro justamente para evitar os episódios de conflitos constantes com os alunos.
A solicitação de demissão sumária por parte de Eduardo Triandópolis foi confirmada pela chefe de gabinete da Reitoria da Uece. De acordo com Josete Sales, a instituição recusou o pedido e os professores estão suspensos enquanto todas as partes sejam ouvidas e a situação solucionada. Também foi cosntatada a transferência da sede da direção do Centro de Humanidades para o Campus do Itaperi, determinanda pelo Concen. Porém, segundo ela, o diretor, que também é professor do curso de Filosofia e pesquisador, não pode ser impedido de circular pelo Campus de Fátima para exercer sua função profissional.
Outra acusação que pesa contra o diretor, conforme o professor João Aquino, é que Triandópolis, desde que assumiu a direção do Centro de Humanidades em 2013, vem causando situações deassédio moral com alunos, professores e funcionários. As ocasiões teriam revoltado o corpo estudantil, que se manifesta frequentemente no intuito de tornar público as práticas de abuso vêm se tornando caso de Polícia. "Ele ja chamou a Polícia 7 ou 8 vezes em manifestacoes pacíficas dos estudantes", ressalta.
Sobre as questões de assédio moral, Josete Sales explicou que diversas denúncias já foram realizadas e vários processos abertos contra o diretor na ouvidoria da universidade, e que os episódios envolvem constantemente as mesmas pessoas. "Chegam todos os dias denúncias e manifestações junto à Reitoria, elas são elementos sucifientes para a abertura de processos tanto admnistrativos como de sindicâncias", completou.
Sem resposta
A reportagem também entrou em contato direto com o professor e diretor Eduardo Triandópolis, que preferiu não dar entrevista pelo telefone. Até o momento, não foi recebida nenhuma resposta via e-mail.
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