sábado, 14 de novembro de 2015

Oito das vítimas sem antecedentes

A Polícia segue realizando diligências na região da Grande Messejana, em continuação às investigações das mortes das onze pessoas ( Foto: JL Rosa )
"Meu marido era trabalhador. Saía de casa cedo e chegava depois de 19h30. Não tinha vícios, era só de casa para o trabalho. Era uma pessoa boa, de ficha limpa. Morreu dentro de casa. Foi uma covardia".
O relato foi dado à TV Diário pela mulher de Francisco Elenildo Pereira Chagas, 41, uma das onze vítimas assassinadas na Grande Messejana na madrugada da última quinta-feira (12). Por temer represálias, ela não quis revelar o nome.
Da mesma maneira, um popular, que conhecia os jovens Patrício João Pinho Leite, 16 e Jandson Alexandre de Sousa, 19, relatou não entender o motivo do assassinato dos amigos. "Eram dois meninos 'caretas', que não tinham problema. Só gostavam de videogame, internet, jogar futebol e namorar", disse.
No começo da noite de ontem, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou nota informando os antecedentes criminais das onze vítimas. Endossando o que disseram os populares, oito não possuíam ficha criminal.
Antônio Alisson Inácio Cardoso, 17, passou pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) por infração similar a crime de trânsito. Pedro Alcântara Barroso Filho, 18, respondia por atraso de pensão alimentícia. E Valmir Ferreira da Conceição, 37, respondia por ameaça.
Nas ruas onde as vítimas foram executadas, várias casas apresentavam a inscrição de "vende-se". Familiares dos mortos relatavam indignação e medo de novos ataques.
"Tiraram cidadãos de dentro das casas para matar. Eu estou indignado. Estou dormindo na casa de um amigo, fora daqui", disse um homem, na porta da casa da cunhada, no Conjunto São Miguel. Ela perdeu o marido na ação criminosa, mas optou por não deixar a casa.
"Não vou me mudar por não ter onde ir. Seja o que Deus quiser. Quero Justiça, que paguem pelo que fizeram", desabafou.
Na região da Grande Messejana, a Polícia segue fazendo patrulhas, investigando as mortes

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