Jaguaribe Moradores do distrito de Feiticeiro, zona rural deste município do Vale do Jaguaribe, realizaram, no fim da tarde de ontem (18), uma caminhada para denunciar o uso irregular e os desvios de água do Açude Orós, por meio do canal de transposição Orós - Feiticeiro para o Açude Joaquim Távora.
Os manifestantes concentraram-se na Escola de Ensino Fundamental Maria Eneida Peixoto e depois percorreram ruas da sede do distrito até o reservatório público federal Joaquim Távora (Feiticeiro), que atualmente acumula 29% de sua capacidade. "A nossa caminhada é pacífica com o objetivo de denunciar às autoridades o desvio da água, o uso irregular", disse uma das coordenadoras do movimento, Aline Teixeira.
Segundo a coordenação do movimento, há mais de um ano a água do Açude Orós não chega ao reservatório em Feiticeiro e há desvio para o Riacho das Almas. "Já tratamos desse problema com o escritório da Cogerh (Companhia de Gerenciamento de Recursos Hídricos) em Limoeiro do Norte e em Fortaleza, mas nada até agora foi resolvido", frisou Aline.
Os representantes da comunidade defendem o uso prioritário da água para o abastecimento humano e animal. Eles querem restringir o uso para irrigação de capim e milho em terras à montante, em áreas abaixo de outros pequenos reservatórios e em várzeas de riachos na região.
Em Fortaleza, os representantes da comunidade já estiveram reunidos com o adjunto da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Ramon Rodrigues, para tratar dos desvios de água do sistema de transferência do Orós para Feiticeiro. Foi apresentada também denúncia sobre a inexistência de outorga de água por produtores rurais.
O técnico do escritório da Cogerh em Iguatu, Mardônio Mapurunga, disse que, no primeiro semestre, houve uma recarga direcionada ao Açude Joaquim Távora, mas que, no momento, não é possível por razões técnicas. A água do Orós só chega aos açudes Croatá e Pedras Brancas.
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