quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Movimento denuncia desvio do Açude Orós

Jaguaribe Moradores do distrito de Feiticeiro, zona rural deste município do Vale do Jaguaribe, realizaram, no fim da tarde de ontem (18), uma caminhada para denunciar o uso irregular e os desvios de água do Açude Orós, por meio do canal de transposição Orós - Feiticeiro para o Açude Joaquim Távora.
Os manifestantes concentraram-se na Escola de Ensino Fundamental Maria Eneida Peixoto e depois percorreram ruas da sede do distrito até o reservatório público federal Joaquim Távora (Feiticeiro), que atualmente acumula 29% de sua capacidade. "A nossa caminhada é pacífica com o objetivo de denunciar às autoridades o desvio da água, o uso irregular", disse uma das coordenadoras do movimento, Aline Teixeira.
Segundo a coordenação do movimento, há mais de um ano a água do Açude Orós não chega ao reservatório em Feiticeiro e há desvio para o Riacho das Almas. "Já tratamos desse problema com o escritório da Cogerh (Companhia de Gerenciamento de Recursos Hídricos) em Limoeiro do Norte e em Fortaleza, mas nada até agora foi resolvido", frisou Aline.
Os representantes da comunidade defendem o uso prioritário da água para o abastecimento humano e animal. Eles querem restringir o uso para irrigação de capim e milho em terras à montante, em áreas abaixo de outros pequenos reservatórios e em várzeas de riachos na região.
Em Fortaleza, os representantes da comunidade já estiveram reunidos com o adjunto da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Ramon Rodrigues, para tratar dos desvios de água do sistema de transferência do Orós para Feiticeiro. Foi apresentada também denúncia sobre a inexistência de outorga de água por produtores rurais.
O técnico do escritório da Cogerh em Iguatu, Mardônio Mapurunga, disse que, no primeiro semestre, houve uma recarga direcionada ao Açude Joaquim Távora, mas que, no momento, não é possível por razões técnicas. A água do Orós só chega aos açudes Croatá e Pedras Brancas.

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