O total é mais que o dobro dos municípios com esse registro em 2014, quando 34 deles apresentaram incidência acima de 300 casos por 100 mil habitantes. Em 2015, em alguns locais, essa taxa vai além. Fortaleza, por exemplo, chegou a 1005,02 ocorrências por 100 mil habitantes. O Eusébio, por sua vez, registra taxa de 761,31 e Itaitinga, 715,95.
Até a última semana, a dengue havia sido confirmada em 169 municípios cearenses. Nos casos registrados, predomina a faixa etária de 20 a 29 anos, com 22,9% de ocorrências.
Apesar de não haver novas confirmações de óbitos, o número de mortes deste ano (63) já supera o registrado em todo o ano de 2014, quando 53 pessoas perderam a vida vitimadas pela doença. A Sesa ainda mantém dez casos em investigação. A capital cearense reúne o maior número de óbitos, 30 no total, seguido por Caucaia, com cinco casos, Maracanaú com quatro e Beberibe com três.
Grave
Ao todo, 767 pessoas foram acometidas pelos tipos mais graves da doença, sendo 652 por Dengue com Sinais de Alarme (DCSA) e 115 por Dengue Grave (DG). Na capital cearense, onde há 25.848 casos confirmados, a maior incidência ainda acontece nos bairros da Regional VI, como o Jangurussu, com 2.345 casos, e Messejana, com 1.408.
Até outubro passado, segundo boletim emitido pelo Ministério da Saúde, o Ceará aparecia na terceira colocação no Brasil no total de mortes provocadas pela doença, ficando atrás de Goiás, com 72 mortes, e São Paulo, com 435. Entre as ações de combate, a Secretária Municipal de Saúde (SMS) trabalha na capacitação de agentes de controles de endemias e agentes comunitários, criação de comitês populares de saúde e monitoramento diário dos casos suspeitos. A Sesa, por sua vez, atua com treinamento e acompanhamento dos indicadores e controle do vetor.
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