sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Laboratório de drogas é fechado e homem detido

Delegado Sérgio Pereira, diretor da Divisão de Combate ao Tráfico deu detalhes da operação da Polícia Civil
Irad Ronier Gomes da Silva, 30, estava sendo investigado há 15 dias pelos policiais da Especializada
Um laboratório de drogas que funcionava no Conjunto Montenegro, bairro José Walter, em Fortaleza, foi desmontado em uma operação da Polícia Civil, na última quarta-feira (9). O proprietário da casa em que os entorpecentes eram processados confessou que negociava crack por encomenda. Segundo a Polícia, o suspeito confessou em depoimento que se a pessoa fosse de confiança, ele fabricava a droga e entregava, em qualquer bairro da Capital.
Irad Ronier Gomes da Silva, 30, estava sendo investigado há 15 dias, pela Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) da Polícia Civil. Conforme o delegado Sérgio Pereira, diretor da Especializada, prisões anteriores levaram às apurações sobre o funcionamento do laboratório.
Características
"Várias pessoas que foram presas diziam em depoimento que compravam drogas no Conjunto Montenegro. Nunca declinavam o nome do dono do laboratório, mas as características eram as mesmas. Fomos nos aprofundando nas investigações, até que descobrimos que era provável que essa pessoa fosse o Irad", declarou Pereira.
Os policiais montaram uma campana para observar a movimentação nas proximidades da casa do homem e identificaram diversas atitudes suspeitas, até quando decidiram abordá-lo.
"O local era bem movimentado. Ele saía diversas vezes no dia para fazer entregas. Em uma dessas saídas, acompanhamos e percebemos que ele estava dando voltas aleatórias, possivelmente, para encontrar alguém que tivesse encomendado a droga. Decidimos abordar o veículo e estávamos certo sobre as nossas suspeitas", disse o delegado.
Quando os policiais fizeram a abordagem, nada foi encontrado no carro de Irad Silva. Ele se mostrou ofendido com a abordagem e até convidou os policiais para irem a sua residência, para provar que não era envolvido com tráfico. Uma pessoa acompanhava o suspeito, mas ela foi liberada por falta de indícios que sustentassem sua prisão.
"A equipe aceitou o convite, mas ele não foi para casa. Ia levar os inspetores para a residência de um parente dele, que realmente não tem nada a ver com crimes. Foi quando nós dissemos que aquela não era a casa dele e houve a confissão", contou o diretor da DCTD.
Ao chegar na residência, a equipe da DCTD apreendeu dois quilos de crack, um quilo de pasta-base de cocaína, 341 quilos de mineíta, material de embalagem de drogas, balanças de precisão, um micro-ondas e aparelhos celulares.
"Os dois quilos de crack eram a produção do dia. Ele produzia muito, mas por encomenda. A importância da prisão dele é que era produtor de um entorpecente especializado. Fazia um produto que tinha muita saída em toda a cidade", afirmou Pereira.

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