Um laboratório de drogas que funcionava no Conjunto Montenegro, bairro José Walter, em Fortaleza, foi desmontado em uma operação da Polícia Civil, na última quarta-feira (9). O proprietário da casa em que os entorpecentes eram processados confessou que negociava crack por encomenda. Segundo a Polícia, o suspeito confessou em depoimento que se a pessoa fosse de confiança, ele fabricava a droga e entregava, em qualquer bairro da Capital.
Irad Ronier Gomes da Silva, 30, estava sendo investigado há 15 dias, pela Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) da Polícia Civil. Conforme o delegado Sérgio Pereira, diretor da Especializada, prisões anteriores levaram às apurações sobre o funcionamento do laboratório.
Características
"Várias pessoas que foram presas diziam em depoimento que compravam drogas no Conjunto Montenegro. Nunca declinavam o nome do dono do laboratório, mas as características eram as mesmas. Fomos nos aprofundando nas investigações, até que descobrimos que era provável que essa pessoa fosse o Irad", declarou Pereira.
Os policiais montaram uma campana para observar a movimentação nas proximidades da casa do homem e identificaram diversas atitudes suspeitas, até quando decidiram abordá-lo.
"O local era bem movimentado. Ele saía diversas vezes no dia para fazer entregas. Em uma dessas saídas, acompanhamos e percebemos que ele estava dando voltas aleatórias, possivelmente, para encontrar alguém que tivesse encomendado a droga. Decidimos abordar o veículo e estávamos certo sobre as nossas suspeitas", disse o delegado.
Quando os policiais fizeram a abordagem, nada foi encontrado no carro de Irad Silva. Ele se mostrou ofendido com a abordagem e até convidou os policiais para irem a sua residência, para provar que não era envolvido com tráfico. Uma pessoa acompanhava o suspeito, mas ela foi liberada por falta de indícios que sustentassem sua prisão.
"A equipe aceitou o convite, mas ele não foi para casa. Ia levar os inspetores para a residência de um parente dele, que realmente não tem nada a ver com crimes. Foi quando nós dissemos que aquela não era a casa dele e houve a confissão", contou o diretor da DCTD.
Ao chegar na residência, a equipe da DCTD apreendeu dois quilos de crack, um quilo de pasta-base de cocaína, 341 quilos de mineíta, material de embalagem de drogas, balanças de precisão, um micro-ondas e aparelhos celulares.
"Os dois quilos de crack eram a produção do dia. Ele produzia muito, mas por encomenda. A importância da prisão dele é que era produtor de um entorpecente especializado. Fazia um produto que tinha muita saída em toda a cidade", afirmou Pereira.
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