segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O QUE ACONTECE NO BRASIL

Avaliação negativa do governo Dilma é de 44%, diz Datafolha


O governo da presidente Dilma Rousseff é avaliado negativamente por 44% dos entrevistados, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado. O índice de eleitores que avaliaram o governo da petista como "ótimo" ou "bom" é de 23%.
A última pesquisa divulgada pelo instituto, em 3 de dezembro de 2014, apontava que Dilma tinha avaliação positiva de 42% dos entrevistados. Outros 24% disseram no ano passado que o governo da presidente era "ruim" ou "péssimo".
O resultado da pesquisa de avaliação do governo de Dilma feita neste mês é:

- Ótimo/bom: 23%
- Regular: 33%
- Ruim/péssimo: 44%
- Não sabe/não respondeu: 1%

Para 46% dos eleitores ouvidos pelo instituto, Dilma mentiu durante a campanha eleitoral do ano passado. Outros 14% acreditam que a então candidata falou apenas mentiras durante o processo.
A pesquisa Datafolha mostra ainda que 47% dos brasileiros consideram a presidente desonesta, 54% a consideram falsa e 50%, indecisa.

Outro dado levantado pela pesquisa indica que 26% dos eleitores disseram acreditar que a situação econômica do próprio entrevistado iria piorar neste ano. Outros 38% disseram que a situação deve permanecer da mesma forma como está.
Ainda segundo o Datafolha, apenas 14% dos eleitores acreditam que Dilma não sabia do esquema de corrupção na Petrobras.
Outros 77% dos entrevistados acreditam que a presidente Dilma sabia do esquema. Destes, 52% disseram que ela sabia dos desvios na estatal e deixou que o esquema continuasse. Para 25% dos que disseram que a petista sabia dos desvios, mesmo sabendo, a presidente nada pôde fazer.

De acordo com a pesquisa, 21% dos entrevistados apontaram a corrupção como o maior problema do país. O tema só ficou atrás da saúde, que contabilizou 26%.

O Datafolha fez a pesquisa entre terça-feira (3) e quinta-feira (5). O instituto ouviu 4 mil eleitores em 188 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

 

Foragido da nona fase da Operação Lava Jato se entrega à Polícia Federal


Mário Góes, suspeito de ser um dos operadores do esquema de pagamento de propina envolvendo a Arxo, se apresentou na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba neste domingo (8). A informação foi confirmada na sede da corporação. Ele teve um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça na nona fase da operação, que foi deflagrada na quinta-feira (5). Desde então, ele era considerado foragido.

Em depoimento prestado ao Ministério Público Federal (MPF), uma ex-funcionária da Arxo disse que Mário Góes recebeu em diversas oportunidades valores em espécie na sede da empresa. Em contrapartida, ele passava informações privilegiadas, contribuindo para que a Arxo fosse fornecedora exclusiva de determinados produtos para a Petrobras.

Delator detalha R$ 1,2 bi em propina para PT e executivos

Os 89 maiores contratos da Petrobras foram a fonte para um volume total de propina que chega a R$ 1,2 bilhão, segundo valores contidos em planilha entregue aos procuradores da Operação Lava Jato por Pedro Barusco, ex-gerente da petroleira, e corrigidos pela inflação do período.
Os contratos listados por Barusco somam R$ 97 bilhões. O suborno equivale a 1,3% deste valor. Em depoimento que prestou após acordo de delação premiada, o ex-gerente citou que a propina variava de 1% a 2% do valor contratado.
A tabela de cinco páginas detalha em que acertos houve propina, quem pagou, o nome do intermediário, em que data e como o dinheiro foi dividido entre o PT, o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, o ex-diretor de Serviços, Renato Duque, e o próprio Barusco.
Duque ocupou o cargo por indicação do PT, o que seus advogados negam.
No acordo que assinou, Barusco se comprometeu a devolver US$ 97 milhões que recebera de suborno.
De acordo com a planilha, o PT ficou com a maior parte dos recursos: R$ 455,1 milhões, equivalente hoje a US$ 164 milhões. O partido nega ter recebido doações ilegais.

 

Janot chega aos Estados Unidos com força-tarefa da Operação Lava Jato



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou neste fim de semana a Washington, nosEstados Unidos, para acompanhar representantes da força-tarefa da Operação Lava Jato que investiga o esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Janot deve pedir a cooperação das autoridades norte-americanas nas investigações do escândalo político brasileiro.
A comitiva do Ministério Público deverá retornar ao Brasil até a próxima quinta-feira (12). Na viagem, Janot participará de reuniões no Banco Mundial, no Departamento de Justiça, na Agência Federal de Investigação (FBI) e na Organização dos Estados Americanos (OEA).
Diante das denúncias de fraude na estatal do petroleo, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu, em novembro, uma investigação criminal contra a Petrobras. As autoridades norte-americanas estão investigando se a estatal ou funcionários da empresa receberam propina.

 

 

Homem é achado morto com cabeça presa em janela de igreja em São Paulo



O corpo de um homem de 34 anos foi encontrado no sábado (7) preso na janela de uma igreja deRibeirão Preto (SP). De acordo com o pastor do templo, a suspeita é de que o rapaz tentou furtar o local, mas, na hora de escapar, ficou com a cabeça presa na janela. Os peritos da polícia que compareceram ao local acreditam que a causa da morte tenha sido asfixia.

O caso aconteceu em uma igreja evangélica, do bairro Vila Virgínia, na zona oeste da cidade. O pastor Oscar de Barros conta que o corpo foi descoberto por um casal que faz a limpeza do templo aos sábados.

Ainda segundo Barros, a igreja estava fechada desde quarta-feira (4). A suspeita é de que o rapaz estivesse lá desde então. “Provavelmente ele entrou sem a gente ver, ficou escondido em algum lugar, ou entrou pela casa do vizinho do lado. Mas não podemos acusar ele de nada. Presume-se que foi furto, porque ninguém entra na igreja pela janela”, afirmou.
Foi necessário serrar a janela para retirar o corpo da estrutura de metal.

Homem é morto ao tentar roubar seguranças do vice-governador do RS

Um suspeito morreu ao tentar roubar uma camionete S-10 com seguranças do vice-governador do Rio Grande do Sul, José Paulo Cairoli, na noite de domingo (8), na zona norte de Porto Alegre. Um militar ficou ferido.
Por volta das 20h, dois homens armados chegaram em um carro branco roubado e abordaram um capitão e um sargento da Brigada Militar que esperavam o vice-governador na rua Couto de Magalhães, no bairro Higienópolis.
Segundo a Brigada Militar, os policiais reagiram e trocaram tiros com os suspeitos. Um ladrão morreu no local e o capitão da Brigada foi ferido de raspão na perna. O outro ladrão fugiu.
O militar ferido foi levado ao Hospital Cristo Redentor e passa bem, segundo informações da Brigada Militar.


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