Juazeiro do Norte. A superpopulação de gatos no principal cemitério deste município se tornou polêmica, em virtude do abandono frequente desses animais no espaço pela população e a dificuldade de encaminhamento para adoção responsável. Alguns deles já foram retirados do cemitério do Socorro, mas uma preocupação é que a parceria com a instituição que estaria realizando o encaminhamento, a Associação de Proteção dos Animais Carentes (Apac), ainda não foi efetivada com o Centro de Zoonoses de Juazeiro do Norte.
Uma reunião foi realizada junto com representante do Ministério Público e administração municipal, além da entidade. O MP recomendou que houvesse uma solução para o problema. Uma nova reunião será realizada com a presença de representante da Secretaria de Saúde da cidade e a Apac para tentar resolver essa situação.
A problemática deverá ser resolvida até o começo da romaria, no dia 10, mas, pelo menos aparentemente, a situação não deverá ser solucionada com tanta facilidade, já que se tornou um hábito de muitas pessoas jogar caixas com ninhadas de gatos, para ficarem naquele espaço.
Crime
Os órgãos responsáveis alertam para o crime de abandono, passível de punição. A direção do Centro de Zoonoses afirma que irá desencadear uma campanha no intuito de divulgar a lei e conscientizar a população.
No cemitério não há vigilantes e o lugar tem servido para as pessoas utilizarem como banheiro, já que em alguns pontos podem ser encontrados dejetos humanos. Gatos mortos são comuns de serem vistos. Os animais morrem de fome ou doentes em virtude do abandono. Alguns deles são alvos da solidariedade de pessoas com amor à causa. Uma delas é uma senhora que não quis se identificar e diz estar com medo até de vir ao local, como faz há mais de um ano, no final da tarde, alimentar os gatos.
Os felinos já esperam pelo alimento e correm para perto da mulher ao avistá-la com ração e água. Ela diz estar apreensiva com a retirada dos gatos para que eles não sejam mortos em massa.
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