terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Campanha contra Aedes teve saldo 'muito positivo'


Brasília. O governo avaliou como "muito positivas" as ações desenvolvidas no último sábado (13) voltadas para o combate ao mosquito Aedes aegypti, em várias cidades do País, afirmou ontem o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (CE), logo após participar da reunião de coordenação política do governo com a presidenta Dilma Rousseff. "O balanço que foi feito da campanha, que é a principal preocupação do governo no momento, foi muito positivo", disse Guimarães.
Segundo o deputado, a ação alcançou "resultados muito fortes", tanto que o governo tem a intenção de realizar uma nova mobilização na sexta-feira (19). "Para a nova mobilização, todos os ministros estão sendo chamados mais uma vez para dar aulas e apresentar campanhas práticas. O objetivo é permitir que a população possa participar individualmente na sua casa, dando a sua contribuição", explicou.
Além do balanço das ações de combate ao mosquito, o encontro serviu, também, para debater a agenda de prioridades do governo na Câmara e no Senado Federal nesta semana. Segundo Guimarães, a prioridade será a votação de duas medidas provisórias, uma que aumenta prazo para times de futebol parcelarem suas dívidas (MP695/15); e a medida que alterou a estrutura de ministérios e órgãos da Presidência da República (MP696/15). Também é prioridade a aprovação do projeto de Lei que regulamenta os chamados crimes de terrorismo.
"Nós queremos votar as duas MPs e a lei do terrorismo. Estamos aproximando das Olimpíadas e a disposição, no meu caso como líder, é negociar a texto que já foi aprovado aqui na Câmara", disse. No que diz respeito ao "clima" entre governo e oposição, o líder disse que o governo vê com "bons olhos" a sinalização da oposição para discutir as reformas que deverão tramitar no Congresso Nacional neste ano, a exemplo da recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CMPF), e a reforma tributária e da Previdência Social.
"É uma semana que é fundamental agilizarmos a votação de matérias que são essenciais. Queremos votar, vamos dialogar com todos inclusive com a oposição. Vejo com simpatia a ideia de que a oposição através do PSDB tem sinalizado a disposição de abandonar a tese do quanto pior melhor. Penso que é o inicio de uma caminhada que pode dar certo", disse.
Durante a reunião de coordenação política, Dilma defendeu a necessidade de iniciar, no Congresso Nacional, o debate sobre a CPMF e as reformas. Mais tarde, em encontro com a base aliada do Senado, a presidente informou que pretende acatar o pedido de governadores e prefeitos para repartir os recursos oriundos da CPMF com estados e municípios. Segundo Dilma, o governo poderá apresentar uma emenda ao projeto de recriação do tributo elevando a alíquota de 0,20% para 0,38%. A ideia é de que a diferença de 0,18% seja repartida meio a meio a Estados e municípios.
A avaliação do Palácio do Planalto é de que, sem o apoio de governos municipais e estaduais, dificilmente será possível aprovar a recriação do tributo no Congresso Nacional, que reluta em votar a proposta em um ano eleitoral. A forma como a distribuição seria feita, no entanto, ainda não tem consenso.
Liberação de ministro
Em meio a um surto de microcefalia no País, o governo deu carta branca ao ministro da Saúde, Marcelo Castro, para que saia temporariamente da Pasta e reassuma o mandato de deputado federal afim de reforçar apoio ao líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), e tentar garantir sua reeleição.
Dilma foi convencida de que a saída temporária dele não prejudicaria as ações contra o vírus zika. A avaliação é de que é melhor enfrentar críticas sobre o afastamento do ministro do que correr o risco de vitória de Hugo Motta (PMDB-PB), aliado do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Castro tem manifestado intenção de participar da disputa interna, marcada para amanhã. Na tentativa de garantir a reeleição, Picciani pediu ao ministro que assuma o mandato, uma vez que seu suplente, Flavio Nogueira (PDT-PI), não pode votar por ser de outra legenda.

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